terça-feira, 21 de março de 2023

Criptomoedas e Marketing Digital: como se relacionam?

Certamente, muitos de vocês já ouviram falar em criptomoedas mas não percebem bem em que consistem ou como estas podem vir a ser importantes no futuro. 

As criptomoedas são uma forma de dinheiro digital, ativos sem “valor intrínseco”, que podem ser utilizadas para fazer compras ou até mesmo para investir. A principal diferença das criptomoedas face às moedas tradicionais, como o Euro ou o Dólar, é que não são emitidas por nenhum governo nem verificadas por um banco. Em vez disso, as criptomoedas são transferidas diretamente entre utilizadores, num sistema peer-to-peer, sem intermediários ou supervisão. Assim, é possível transferir fundos entre indivíduos/ entidades em qualquer parte do mundo sem ser necessário confiar numa entidade terceira para executar essa tarefa. 

As criptomoedas são uma forma de dinheiro digital, ativos sem “valor intrínseco”, que podem ser utilizadas para fazer compras ou até mesmo para investir. A principal diferença das criptomoedas face às moedas tradicionais, como o Euro ou o Dólar, é que não são emitidas por nenhum governo nem verificadas por um banco. Em vez disso, as criptomoedas são transferidas diretamente entre utilizadores, num sistema peer-to-peer, sem intermediários ou supervisão. Assim, é possível transferir fundos entre indivíduos/ entidades em qualquer parte do mundo sem ser necessário confiar numa entidade terceira para executar essa tarefa.

Esta moeda digital utiliza criptografia de maneira a garantir a segurança das transações e controlar a criação de novas unidades. A Bitcoin é um dos exemplos mais conhecidos e mais antigos de criptomoeda mas existem muitas outras, como Ethereum, Ripple e Litecoin, entre outras.

É notório o crescente impacto que a criptomoeda tem provocado no marketing digital. Muitas empresas, hoje em dia, já começam a usar as criptomoedas nas suas estratégias de Marketing Digital, dada a enorme falta de transparência do mercado e dada as vantagens que estas podem proporcionar.

Uma das principais maneiras de adesão por parte das empresas a este método é através da aceitação desta moeda digital como forma de pagamento, tornando os pagamentos mais rápidos e mais seguros em transações online. Além disso, estas não exigem a necessidade de um intermediário para a realização das transações financeiras, o que pode reduzir os custos para as empresas.

Com a popularidade crescente das criptomoedas, as empresas podem investir em marketing digital para atrair novos clientes e criar uma presença forte no mercado. Cada vez mais se tem verificado um aumento da procura por parte de novos clientes que preferem utilizar este método de pagamento. Assim, as empresas que adiram a este meio poderão vir a aumentando a sua carteira de clientes.

Outro impacto importante da criptomoeda no marketing digital é a criação de novos modelos de negócios, como as ICOs (ofertas iniciais de moeda). As ICOs são uma forma de crowdfunding que permite que startups levantem dinheiro de investidores em todo o mundo, oferecendo tokens de criptomoeda em troca de investimento. Isso pode ajudar as empresas a obter o capital necessário para desenvolver novos produtos e serviços, sem a necessidade de passar pelo processo de arrecadação de fundos tradicional.

Além disso, a criptomoeda também pode ser usada como uma forma de recompensa para incentivar a participação em campanhas de marketing digital, como programas de referência e recompensas para compartilhas de conteúdo. A criptomoeda pode ser oferecida como recompensa para os clientes que compartilham conteúdo ou para aqueles que indicam novos clientes para a empresa.
Em suma, as criptomoedas têm o potencial de impactar positivamente o marketing digital, ao oferecerem formas mais rápidas e seguras de pagamento, ao aumentarem a privacidade dos usuários e ao permitirem novos modelos de negócios.
De que mais maneiras consideras que as criptomoedas têm impactado o marketing digital? Já experimentaste o uso de criptomoedas? Como foi a tua experiência?

domingo, 19 de março de 2023

Inteligência Artificial & Marketing: uma relação com futuro

A Inteligência Artificial (IA) refere-se ao desenvolvimento da tecnologia que trabalha no sentido de tornar um computador capaz de fazer previsões, tomar decisões ou reproduzir comportamentos humanos através de algoritmos, redes neuronais artificiais e machine learning.

A IA tem vindo a impactar o digital, sendo que tem trazido ferramentas úteis para o marketing, como por exemplo:

  • Chatbots - permitem uma comunicação sem barreiras temporais;
  • Análise preditiva - oferece a possibilidade de antecipar a procura, as escolhas e o comportamento dos consumidores;
  • Maior capacidade de personalização, de automação e de criação de conteúdos online - a IA consegue automatizar e customizar o conteúdo de forma a direcioná-lo eficazmente a cada utilizador de acordo com as suas preferências.

E quem é que não gosta de ter acesso a conteúdos personalizados e adequados ao seu estilo de vida? Principalmente, os nativos digitais da geração net!

São várias as empresas que adotam este tipo de tecnologia para satisfazerem os seus clientes e/ou potenciarem as suas vendas:

  • A Netflix utiliza algoritmos de IA que fornecem recomendações de filmes e séries a cada subscritor com base no histórico de cada um;
  • A Vodafone tem disponível um assistente virtual (TOBi) onde os clientes podem resolver os seus problemas;
  • O Google dispõe de assistente virtual (Google Assistente), reconhecimento e agrupamento de imagens (no Google Fotos), cálculo do melhor percurso entre duas localizações (no Google Maps), sugestão de texto (no Gmail) e ainda pesquisa por voz;
  • O Minipreço integrou, recentemente, o ChatGPT ao WhatsApp para os clientes solicitarem sugestões de compras, refeições e receitas ao chefGPT.

No entanto e referindo algumas preocupações que advêm deste tema, a IA depende dos dados dos consumidores pelo que surgem preocupações ao nível da segurança e da privacidade. A capacidade de a IA automatizar o trabalho traz ainda o receio da substituição de pessoas por máquinas e, consequentemente, a perda de empregos.

Neste sentido, é também importante refletir sobre as limitações da IA. Será que a IA consegue reproduzir a criatividade de humanos? Será a IA capaz de lidar com emoções humanas e responder com inteligência emocional?

É difícil reproduzir totalmente as habilidades cognitivas humanas como sentir emoções, ter opiniões próprias e responder com base em experiências e vivências pessoais. Para além disso, a IA é dependente da qualidade e quantidade dos dados existentes. Pelo menos para já…

Na minha opinião, há determinadas tarefas que estão destinadas a serem desenvolvidas e trabalhadas por pessoas, mas a IA tem potencial para ser um ótimo complemento para os profissionais de marketing, uma vez que auxilia na tomada de decisão e permite otimizar e aprimorar as suas estratégias. É importante que se tenha em conta as potencialidades da IA, mas também os seus riscos ou limitações, para que se implemente esta tecnologia de forma sábia e consciente, criando assim mais valor no plano de marketing, pelo que considero que podem ser dois grandes aliados.

E porque também eu quis aprimorar esta publicação, achei boa ideia ter um “testemunho” de uma plataforma desenvolvida por IA e que tem vindo a demonstrar ser revolucionária, o ChatGPT, que diz que: “a IA transformou o marketing, fornecendo às empresas ferramentas poderosas para entender melhor os clientes e criar campanhas de marketing mais eficazes, dinâmicas e personalizadas” e o seu impacto “depende de como é implementada, se usada de forma responsável e ética, a IA pode trazer benefícios significativos tanto para as empresas como para os consumidores”, assim “o futuro da relação entre o marketing e a IA parece muito promissor e podemos esperar um crescimento contínuo e inovador nessa área”.

Agora pergunto-vos a vocês? O que acham da relação entre a IA e o marketing? Tornar-se-á numa relação duradoura? Conhecem mais exemplos de empresas que utilizam IA na sua estratégia?

Fontes:

Fonte 1     Fonte 2     Fonte 3     Fonte 4 

sábado, 18 de março de 2023

Marketing de Causa : O caso da Dove

Tal como temos vindo a falar, nesta nova era os consumidores dão muito valor a outro tipo de Marketing Digital que antes nem sequer eram imaginados, um desses exemplos é o Marketing de Causas.

O Marketing de Causas é uma estratégia que tem ganho cada vez mais espaço no mundo dos negócios e que se tem tornado uma tendência entre as empresas que procuram destacar-se no mercado. Esta técnica é baseada na ideia de que as ações de Marketing devem estar alinhadas com causas sociais ou ambientais relevantes, levando em consideração os valores e os desejos dos consumidores, nomeadamente dos consumidores atuais.

O Marketing de Causas tem-se mostrado eficiente para empresas que desejam um posicionamento diferenciado no mercado, já que os consumidores estão cada vez mais preocupados com causas sociais e ambientais, e por tal pretendem consumir produtos e serviços de empresas que compartilham os mesmos valores.

Empresas que adoram o Marketing de Causas envolvem-se em projetos que têm um impacto positivo na sociedade e no meio ambiente, demostrando aos consumidores que se preocupam com questões além do lucro. Esse envolvimento pode ser feito de diversas maneiras, como, por exemplo, apoiando instituições de caridade, participando em campanhas de consciencialização ou promovendo ações sustentáveis.

Além de ter um impacto positivo na sociedade, o Marketing de Causas também pode trazer benefícios para as empresas em termos de imagem e fidelização de clientes. Os consumidores estão cada vez mais exigentes e procuram empresas que não só oferecem qualidade nos seus produtos e serviços, mas também se comprometem com causas em que eles acreditam.

Para ter sucesso no Marketing de Causas, é fundamental que as empresas escolham causas que estejam alinhadas com os seus valores e sejam relevantes para os seus clientes. Além disso, é importante que essas ações sejam verdadeiras e coerentes com a cultura da empresa, evitando ações que possam ser percebidas como oportunismo.

A título de exemplo, trago um vídeo publicitário de 2022 da conhecida marca Dove com o nome "Under Pressure". A meu ver, este vídeo para além de se enquadrar na temática de Marketing de Causas, tem também como objetivo quebrar tabus - algo que a nova era digital já demonstrou ser tendência.

A Dove é um excelente exemplo de Marketing de Causas, já que ao longo da sua existência tem sempre tido o cuidado de que as suas campanhas de marketing sejam sempre alinhadas com as preocupações, medos, inseguranças dos seus consumidores, e esta campanha mantém essa tendência.

A par de tudo isto, o ano passado, a Dove lança este vídeo bastante forte sobre o sofrimento da depressão pós-parto: um tema sensível e escondido, mas sentido por 7 em cada 10 mulheres. O vídeo traz depoimentos de mulheres reais que passaram pela depressão pós-parto, retratando a pressão e o julgamento que sentem.

Com esta campanha, a Dove mostra que se preocupa com as questões que afetam as mulheres e, mais do que isso, que se coloca ao lado delas, tentando oferecer apoio e suporte emocional. Esta postura alinhada com uma causa importante certamente contribui para a construção de uma imagem positiva da marca, além de "agarrar" os consumidores de forma autêntica e genuína. 

 

Em resumo, o Marketing de Causas é uma estratégia de marketing que se tem tornado cada vez mais relevante no mundo dos negócios, permitindo que as empresas se envolvam em projetos que têm um impacto positivo na sociedade e no meio ambiente. Assim sendo, como a Dove se tem preocupado em alinhar os seus produtos, campanhas e valores com a chamada "Beleza Real", vejo esta marca como um exemplo perfeito de como este tipo de Marketing deve ser feito e do seu espaço no digital.

O que acham que podemos esperar da Dove este ano? Que outras marcas conhecem com este tipo de Marketing?

Fontes: 
https://mindminers/blog/marketing-de-causa

quarta-feira, 15 de março de 2023

H&M Pre-Loved, a loja online de roupa em segunda mão

Olá a todos!

Não será a primeira, nem a última vez, que encontramos a retalhista H&M associada a questões ambientais. A preocupação pelo meio ambiente não é uma novidade da marca que tem de forma muito ativa procurado incorporar na sua estratégia a sustentabilidade.

Esta semana, a H&M inaugurou uma plataforma online de venda de roupa em segunda mão nos Estados Unidos. H&M Pre-Loved é o nome do site que em parceria com a ThredUp pretende dar uma nova casa a roupas usadas da H&M que, como o nome indica, estão prontas para voltar a ser amadas. Esta não é a primeira vez que o grupo de fast fashion sueco investe em modelos de negócio circulares. Já em 2015, a H&M reforçou a sua visão ambientalista ao investir na Sellpy (serviço que serve de intermediário na compra e venda de roupa usada), tornando-se, mais tarde, uma acionista maioritária.

Site da H&M Pre-Loved
Site da H&M Pre-Loved

Os objetivos de sustentabilidade para o futuro do grupo H&M são diversos e a recente abertura da H&M Pre-Loved é mais uma prova que estas metas estão a ter uma presença fundamental no negócio. É tudo muito bonito, mas questões cruciais vão surgindo. Face às controvérsias polémicas relacionadas com incoerências nas atividades sustentáveis da empresa, será esta apenas uma estratégia da H&M para atrair consumidores e gerar mais valor, desviando as atenções do buzz negativo? Estará a marca a praticar greenwashing?

O greenwashing é um conceito que surge de forma a representar o processo de transmitir impressões ou informações falsas sobre as atividades sustentáveis de uma empresa. Nos últimos anos, esta ideia tem ganho mais menções e notoriedade, o que nos leva a questionar o porquê das empresas adotarem cada vez mais estes procedimentos enganosos. A resposta encontra-se na nova geração net.

A geração net engloba os chamados millennials (ou geração Y) e a geração Z. Esta é uma geração que se distancia largamente dos seus antecessores. O ativismo, o apoio das mais diversas causas sociais, a procura de diferentes experiências e estímulos e a presença massificada no digital são apenas algumas das diferenças. Em especial, a geração mais recente é conhecida pela preferência por um consumo sustentável e socialmente responsável. A prática de greenwashing é, então, uma forma de responder aos novos consumidores sem, de facto, as empresas se comprometerem totalmente com a sustentabilidade.

Em síntese, estas novas exigências e necessidades dos consumidores levaram as empresas a reconsiderar os seus objetivos e formas de atuar num mercado. Independentemente do motivo intrínseco, a procura de materiais sustentáveis e processos de produção ambientalmente amigáveis são uma parte em mudança nas empresas. No geral, as atividades e ideais sustentáveis são cada vez mais apoiados pelos consumidores. Deste modo, soluções como a compra em segunda mão e comércio local são também uma grande tendência desta geração, o que justifica a escolha da H&M em lançar um plataforma de roupas em segunda mão.

Deixo as seguintes questões para debate: Será, então, que a H&M Pre-Loved é uma iniciativa fiel aos ideias da marca ou uma tentativa de greenwashing? Terá o greenwashing cada vez mais palco? Qual a tua opinião sobre o comércio local e a compra em segunda mão? Irá esta tendência manter-se, expandir ou desaparecer com o tempo?

Fontes:

terça-feira, 14 de março de 2023

"Tudo em Todo o Lado ao Mesmo Tempo" foi o grande vencedor dos Óscares



Quando esta manhã vi no noticiário das 7 horas que “Tudo em Todo Lado ao Mesmo Tempo” foi o grande vencedor dos Óscares de Hollywood, de imediato pensei ter encontrado o tema para a publicação neste blogue. 

Pode parecer absurda a analogia do nome do filme com o tema da publicação, mas acreditem que tem uma intrínseca relação. 

O Marketing e as suas tendências atuais e futuras passam justamente pelo “tudo em todo lado e ao mesmo tempo”. Basta pensar na quantidade de vezes que fazemos scroll no ecrã do smartphone quando estamos numa loja física à procura do último modelo do casaco da moda, ou quando registamos aquela compra online para recolher na loja, é motivo para questionar, quem nunca? 

Coabitamos na chamada era do PHYGITAL, a integração entre o mundo físico e o digital, a imersão na macrotendência alicerçada nas estratégias online-to-offline (O2O). 

Pergunte-se então, onde podemos encontrar este conceito Phygital nas nossas interações de compra do dia a dia e como esta revolução impacta nas decisões de compra das novas gerações, nomeadamente a gen Z. 

Phygital é, portanto, o melhor de dois mundos – físico e digital. 

Sem necessidade de entrar no mundo do meta verso experienciámos em simples interações do dia a dia o conceito Phygital, do self-checkout, às lojas pop-up, ou a compra online para recolha click colect, são exemplos de como vivemos num mercado de estratégias multicanal, crosschannel ou omnicanal, onde o que verdadeiramente releva é ter tudo em todo lado ao mesmo tempo, é estar conectado e poder usufruir da interação com a loja física e vice versa. 

No entanto esta visão poderá ser redutora se não analisarmos o conceito phygital do ponto de vista da experiência do cliente e o quanto este aspeto influencia a opção de compra das novas gerações, nomeadamente a gen Y e Z. 

As novas tendências de mercado apostam cada vez mais na respostas aos estímulos do cliente, o que os move, os seus valores, a nova perspetiva de interação baseada em pressupostos de sustentabilidade, ativismo, autenticidade. A estratégia do mercado atual e futuro passa por responder às necessidades tangíveis dos consumidores, como são exemplo a qualidade, bem como das intangíveis, relacionados com as necessidades emocionais. 

Novos consumidores criam mercados novos e o grande desafio do marketing do futuro é projetar experiências atraentes, sensuais e únicas, fazendo uso direcionado dos serviços digitais para tornar a experiência de compra verdadeiramente agradável. 

Termino por onde comecei, o filme, Everything Everywhere All at Once incorpora elementos de vários géneros e meios cinematográficos, incluindo comédia absurda , ficção científica , fantasia , filmes de artes marciais e animação. É um filme metaverso e tiktokiano, que espelha a estratégia de marketing necessária para cativar público das novas gerações, que se reconhece nesta “loucura” de ação e emoção. Vamos então no caminho certo, o marketing cinematográfico a acompanhar tendências e a arrecadar prémios, é motivo para dizer, este filme é TOP. 

Fontes: 

Mau, G., Schweizer, M., Fleischer, A. (2023). Synthesis: Phygital – The Dawn of a New Age of the Senses. In: Mau, G., Schweizer, M., Oriet, C. (eds) Multisensory in Stationary Retail. Springer, Wiesbaden. https://doi.org/10.1007/978-3-658-38227-8_15 
Wided Batat (2022) What does phygital really mean? A conceptual introduction to the phygital customer experience (PH-CX) framework, Journal of Strategic Marketing, DOI: 10.1080/0965254X.2022.2059775 
https://en.wikipedia.org/wiki/Everything_Everywhere_All_at_Once