sexta-feira, 30 de maio de 2025

Vivienne Doudou - O Peluche de Luxo da Louis Vuitton

A Louis Vuitton lançou a Vivienne Doudou, acessório de moda no street style de luxo, um peluche de luxo!! Em diferentes versões esta mascote, com preços que variam consoante o tamanho e os materiais utilizados.

A Vivienne Doudou da Louis Vuitton não é um coelho, nem um gato, nem um urso. Na verdade... não é nada disso e, ao mesmo tempo, é um bocadinho de tudo. Esta mascote oficial da marca desde 2017, a Vivienne é uma personagem única, com uma cabeça em forma de flor do Monograma LV, um olho substituído por uma pétala icónica e um corpo fofinho que parece ter saído de um livro infantil com  design apelativo e orçamento ilimitado. Não tem uma espécie definida — e é mesmo essa ambiguidade que lhe dá o toque artístico e luxuoso.

Pode parecer estranho? Pode. Mas há gostos para tudo... e mercado para isso também! No universo do luxo, quanto mais exclusivo (e inesperado), melhor….

É peluche? É arte? É fashion statement? É tudo isso — e com selo Louis Vuitton.
Porque hoje em dia, até o indefinido pode ser uma tendência (e das caras!).

E a verdade é que a Vivienne tem conquistado espaço entre os fãs da marca, e, claro, nos feeds do Instagram, e TikTok, com muitos likes à mistura.

 E não é por acaso: este tipo de produto encaixa perfeitamente na tendência conhecida como 'kidult fashion'. Mas o que é o 'Kidult fashion'?!  É o nome dado à fusão entre o universo infantil e a estética adulta de luxo. É onde entra a nostalgia, o lúdico e a sofisticação — e é precisamente isso que a Vivienne Doudou representa.

Do ponto de vista do web marketing, esta estratégia conjuga storytelling, apelo emocional, visual marcante e exclusividade.  A Vivienne Doudou é um exemplo ternurento de como uma marca de luxo pode transformar uma mascote num fenómeno de moda, comunicação e influência.

Referência: Labubus, Jellycats e Crybaby: Por que os brinquedos vão se tornar virais em 2025? | Negócios da Vogue


O caso da Glossier: do lixo ao luxo

Hoje todas as carreiras começam na internet.

E, a Glossier é um exemplo perfeito: tudo começou há muito tempo quando ela decidiu começar a escrever sobre dicas de beleza e transformou isso num império. Não porque escrevia as melhores dicas de beleza, mas sim porque criou um sentimento de pertença no seu blog: todas as mulheres sentiam-se ouvidas e compreendidas.

E foi graças a este sentimento, que nasceu os produtos da Glossier.

Mas será que os produtos realmente importam?

Não. O que diferenciou a Glossier foi a comunidade que ela criou. Conseguiu transformar os seguidores em fãs fiéis. Todos os produtos da Glossier são baseados nas necessidades reais e sugestões dos seus seguidores e, isso não só permitiu criar uma comunidade forte e de confiança, como também de valorização

A venda é muito mais que o ato em si: é oferta de experiência e de posicionamento

A Glossier não só aumentou exponencialmente as suas vendas e engagement nas redes sociais, como também criou uma nova estratégia de marketing: o poder de uma comunidade forte. O paradigma da comunicação mudou quando a necessidade de ouvir é mais importante que vender.

Será que estamos perante a era do efeito ou da venda inteligente?

As redes sociais são para conversar e não para vender;

A comunidade vem antes da venda;

A audiência é o que gere a venda;

No fundo, as marcas só impactam realmente quando se ligam emocionalmente com as necessidades e valores dos seus clientes. Produtos há milhares, mas história é só uma e a minha é diferente da tua.


Fontes:
https://ronntorossian.medium.com/glossiers-into-the-gloss-a-case-study-in-community-driven-beauty-marketing-9f3bd0ae1c6f
https://www.hbs.edu/faculty/Pages/item.aspx?num=54905
https://brandpublishing.com.br/glossier-a-marca-de-beleza-que-surgiu-atraves-do-conteudo/
https://iaminteligenciaemmoda.com.br/business/glossier-case-de-sucesso/

A Adidas lançou uma linha de moda desportiva para animais de estimação


A Adidas lançou uma linha de moda desportiva para animais de estimação! A coleção inclui sweatshirts, coleiras, t-shirts e até mochilas adaptadas, tudo com o visual inconfundível das três riscas da marca tão inconfundível da Adidas!

O crescente fenómeno da audiência pet-lover nas redes sociais e plataformas digitais, combinada com entretenimento, afeto e informação, potencia o mercado pet para uma autêntica mina emocional!

A crescente humanização dos animais e a valorização dos vínculos emocionais tornam esta estratégia particularmente eficaz. Os animais de estimação são hoje membros da família, presença regular nas redes sociais e autênticos embaixadores de afeto, cuidado e estilo de vida. Marketing emocional? Sem dúvida!! Marketing de conteúdos? Também!! Mas, acima de tudo, trata-se de perceber que os pets já são verdadeiros influenciadores que nos impactam não nos deixando indiferentes!! Esta é uma estratégia de comunicação que nos arranca sorrisos, ternura e nos aproxima emocionalmente à marca.

Investir em moda para animais como a Adidas está a fazer, é apostar na criação de vínculos afetivos entre marcas e consumidores. Quando vestimos os nossos companheiros de quatro patas, estamos também a partilhar uma narrativa — a forma como cuidamos deles, como os mimamos e vivemos o dia a dia com eles. E isso… tem mercado e vende!!

Referência: Nova obsessão da moda: Adidas Originals lança coleção Adidas Originals Pets para animais de estimação | Revista da Cidade

O Marketing da Escassez: Por Que as Marcas Estão a Limitar o Stock de Propósito

Atualmente, as estratégias de marketing vão muito além dos tradicionais descontos ou campanhas promocionais. Uma tendência que tem ganho força é o chamado marketing da escassez, onde as marcas optam por limitar deliberadamente o stock dos seus produtos. Mas qual é a razão por trás desta abordagem que parece ir contra a lógica habitual de maximizar vendas e disponibilidade?

A Psicologia da Escassez e o Desejo do Consumidor

A escassez é uma técnica antiga, baseada numa resposta humana natural: valorizamos mais aquilo que é raro ou difícil de obter. Quando um produto surge como exclusivo ou limitado, cria-se uma sensação de urgência e desejo, impulsionando o consumidor a agir rapidamente para não perder a oportunidade. Este fenómeno psicológico é amplamente explorado no marketing, tornando os consumidores mais propensos a comprar.

Ao limitar o stock, as marcas criam uma aura de exclusividade em torno dos seus produtos. Isto é especialmente eficaz para marcas de luxo ou de nicho, que querem posicionar-se como únicas e aspiracionais. A percepção de valor aumenta quando o produto não está disponível para todos, criando um sentimento de pertença para quem o consegue adquirir.



Estratégia para Evitar Excesso e Desperdício

Outra vantagem do marketing da escassez é o controlo mais eficiente do inventário. Ao limitar o stock, as marcas evitam o acumular de produtos não vendidos, reduzindo custos de armazenamento e desperdício. Esta abordagem é ainda mais relevante num contexto atual em que a sustentabilidade é cada vez mais valorizada pelos consumidores.

Marcas como Supreme, que lançam coleções limitadas de roupa, ou a Tesla, que regula a produção de alguns modelos para manter a procura elevada, são exemplos notórios desta estratégia. As vendas esgotam rapidamente e a procura mantém-se alta, permitindo à marca consolidar a sua posição no mercado e manter preços premium.


O Risco de Saturação e Insatisfação

No entanto, o marketing da escassez não é isento de riscos. Quando mal aplicado, pode causar frustração nos consumidores que não conseguem adquirir os produtos desejados, ou mesmo desgaste na imagem da marca se parecer demasiado artificial ou manipuladora. Por isso, as marcas devem equilibrar cuidadosamente a escassez com a acessibilidade.

Fontes:
Marketing de escassez: estratégias e aplicações - Mídia Market
https://www.linkedin.com/pulse/exclusividade-e-escassez-branding-descubra-o-poder-daltro-coutinho-phzzf
O Poder da Escassez na Persuasão e no Marketing - Negócios da Mente

Influencers VS Criadores de UGC

Nos últimos anos, o marketing digital sofreu várias transformações profundas, mas uma das mais significativas é a ascensão dos criadores de conteúdo de UGC  (User Generated Content) que está a desafiar o papel tradicional dos influenciadores nas redes sociais. Enquanto os influencers dominavam as campanhas publicitárias com grandes audiências e conteúdos produzidos de forma cuidada, os criadores de UGC trouxeram um novo modelo baseado na autenticidade e proximidade, revolucionando a forma como as marcas comunicam com o público.

        

Os influencers sempre foram considerados peças-chave para marcas que pretendem aumentar visibilidade e credibilidade. Contudo, a saturação de conteúdos e o aumento do ceticismo dos consumidores face à publicidade direta levou a uma perda progressiva da eficácia deste tipo de influência. As pessoas começaram a preferir conteúdos mais genuínos e espontâneos, onde se identificam mais facilmente.

É aqui que os criadores de UGC entram em cena. Diferente dos influenciadores, estes criadores de conteúdo não precisam de ter uma grande audiência pessoal nem de ser uma “celebridade digital”. Eles criam conteúdos, como vídeos, fotos ou testemunhos, que as próprias marcas utilizam nas suas campanhas. O aspeto mais informal e “caseiro” destes conteúdos gera uma sensação de autenticidade, que é altamente valorizada pelo público.

  

Marcas como a Glossier, Gymshark e Fent Beauty já adotaram esta estratégia com grande sucesso, utilizando conteúdos de utilizadores reais para promover os seus produtos de forma mais natural e próxima do consumidor. Esta abordagem não só reforça a reputação das marcas como também amplia o seu alcance a públicos que valorizam a sinceridade e a identificação.

Importa salientar que os criadores de UGC não substituem os influenciadores tradicionais, mas complementam-nos. Eles oferecem uma alternativa para marcas com orçamentos mais modestos e promovem um tipo de conteúdo que parece menos comercial e mais credível. Por isso, muitas campanhas atuais combinam ambos os perfis para maximizar o impacto.

Este fenómeno representa uma nova era no marketing digital, onde o poder da identificação supera o simples fascínio pelo estrelato digital. Os consumidores modernos preferem ver pessoas “como eles” a recomendarem produtos, o que torna o UGC uma ferramenta fundamental para qualquer estratégia de marketing contemporânea.


Fontes: