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domingo, 22 de maio de 2022

83% dos consumidores interessados em comprar através do metaverso

As tecnologias imersivas, como a realidade aumentada e virtual estão na ordem do dia. O nosso blog não é exceção e por isso uma parte das publicações incidem nesta temática. 

Conduzido pela Accenture, o estudo “Meet Me in the Metaverse: The Continuum of Technology and Experience Reshaping Business”, envolveu 11 mil consumidores de 16 países e obteve resultados interessantes.




Algumas das principais conclusões:

  • 64% dos consumidores já compraram um bem virtual ou participaram numa experiência ou serviço virtual (dados referentes ao ano passado);

  • 83% dos inquiridos revelam interesse em realizar compras através do metaverso;

  • 42% dos consumidores revelam já ter visitado um retalhista no mundo virtual para obter aconselhamento, realizar pagamentos ou conhecer uma gama de produtos enquanto compra um bem físico. Nos Millennials, este número sobe para 51%;

  • 55% dos inquiridos concorda que são vários os aspetos da sua vida que estão a mudar-se para espaços digitais, inclusive meios de subsistência;

  • 72% dos executivos globais admitem que o metaverso terá um impacto positivo para as organizações. 45% vão mais longe e acreditam que este impacto poderá ser mesmo revolucionário.

De acordo com Jill Standish, diretora geral sénior e responsável global da área de retalho da Accenture, para além de novas oportunidades de venda, o metaverso permite a construção de relações entre marcas e consumidores, através de experiências que vão para além da compra de um produto.

"Os retalhistas têm a possibilidade de criar uma experiência personalizada, oferecendo um evento de compras, onde os clientes podem sentar-se ao lado de um embaixador da marca e, imediatamente depois, entrar num camarim virtual para experimentar algo, adicioná-lo ao carrinho e fazer o checkout.”

As aplicações comerciais do metaverso ainda estão numa fase embrionária, mas espera-se que se desenvolvam rapidamente. As marcas devem ir ao encontro das necessidades dos consumidores e aumentar o investimento em novas experiências que procurem interligar o mundo físico e o virtual.

Encontramo-nos no metaverso? 👀

Fontes:

https://www.accenture.com/us-en/insights/technology/technology-trends-2022?c=acn_glb_technologyvisiomediarelations_12867298&n=mrl_0322

https://ecommercenews.pt/estudo-revela-que-83-dos-consumidores-mostraram-interesse-em-fazer-compras-atraves-do-metaverso/

domingo, 10 de abril de 2022

Também a cerveja chegou ao metaverso... Uma nova tendência?

É verdade... Para além das marcas de moda e retalho, agora foi a vez de uma marca de cervejas, a Heineken, entrar no metaverso e lá apresentar uma cerveja (virtual). 

No passado mês de março, a Heineken apresentou a sua mais recente bebida, a Heineken Silver, uma cerveja virtual. Por se tratar de um projeto intangível, a marca convidou jornalistas de diferentes mercados para conhecerem a novidade através do metaverso, abrindo as portas a este novo mundo, onde as pessoas se transformam em avatares. Foi através da imagem abaixo que a marca anunciou este lançamento nas suas redes sociais. 

Esta cerveja começou por apenas estar disponível na Decentraland, uma plataforma que permite a criação de um mundo virtual. Segundo Bram Westenbrink, Global Head of Heineken Brand, "É mais do que apenas uma cerveja. É a combinação de uma grande quantidade de pixels, uma pitada de código e muitas noites de programação", acrescentando que "O único senão é que desenhámos uma cerveja virtual que faz tudo aquilo que poderíamos desejar, mas que não nos permite prová-la." Para resolver este problema, a Heineken criou um conjunto de experiências digitais que permitem aos consumidores ter uma relação mais próxima com esta Heineken Silver (onde se destaca a pista de dança digital e o serviço de catering com comida digital). 

Algumas imagens deste evento no metaverso:





Cerca de um mês depois da apresentação mundial no metaverso, a cerveja digital chega agora ao mundo físico (e a Portugal em concreto) para dar resposta a novas tendências identificadas junto de consumidores que procuram bebidas mais leves e amigas do ambiente, já que se trata de uma lager premium, com um teor alcoólico 1% abaixo da Heineken original, elaborada através de um processo de produção com guarda à temperatura de -1ºC, a partir de ingredientes naturais e, pela primeira vez, com cevada 100% de origem sustentável. Trata-se de um produto desenhado para as novas gerações, em particular a Geração Z. Quem o afirma é Maria Oliveira, diretora de Marketing da Sociedade Central de Cervejas e Bebidas. 

Segundo Maria Oliveira, está a ser desenhada uma estratégia de comunicação que envolve o metaverso e o mundo físico. Estão previstas ações ao longo do ano, tanto na plataforma Decentraland (onde a marca pretende aproveitar o terreno adquirido) como em eventos de entretenimento e festivais de música. 

Quem quiser provar esta cerveja, que começou por ser apenas um conjunto de pixéis no metaverso, já o pode fazer, visto que já se encontra à venda. 

E vocês o que acharam desta aposta da Heineken no metaverso? Acham que se pode tornar numa tendência e começar a ser implementada por outras marcas? 

Fontes:

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Adidas x Prada = NFT Metaverse

Como sabemos, o metaverse (ou metaverso, em português) tem sido uma das plataformas digitais mais faladas nos últimos tempos, sendo portanto um mundo virtual que tenta replicar a realidade através de dispositivos digitais. 

Com esta nova corrente trendy, rapidamente artistas e marcas começam a aproveitar este mundo já utilizado por milhões de pessoas em todo o mundo para lançar produtos, campanhas de marketing ou publicidade. Um exemplo disso, é a criação de NFTs (Non Fungible Tokens) que são uma espécie de certificados digitais, estebelecido via blockchain, que definem a originalidade e exclusividade de bens digitais. 

Quem aproveitou recentemente este boom de crescimento foram a Adidas Originals e a Prada que colaboraram mais uma vez, depois da sua coleção de colaboração, a Adidas for Prada Re-Nylon

   
Desta vez, este duo de sucesso, entra no mundo metaverse, através da criação de NFT's exclusivos, através do projeto ADIDAS: PRADA RE-SOURCE.


As marcas cada vez mais buscam uma aproximação ao mundo metaverso, através dos NFT's, criando por exemplo, conteúdos digitais exclusivos de luxo.
Desta forma, a Adidas Originals e a Prada leiloaram uma coleção de NFTs projetadas pelo artista digital Zach Lieberman que foi leiloada e os lucros seriam doados a instituições de caridade que apoiam artistas e criadores. 


Como verificamos, esta parceria entre as empresas é outro sinal de que marcas de roupas – tanto de luxo, como de desporto ou fast fashion – têm vindo a entrar agressivamente no espaço metaverso, na tentativa de oferecer aos clientes uma experiência mais digital e claro, ganhar visibilidade neste novo mundo.

É conhecido que nos próximos anos o mercado de NFTs crescerá em biliões de euros. Outras marcas de luxo criaram, como a Dolce & Gabbana, ou terão projetado criar no futuro (como Gucci, Balenciaga, etc) colaborações no mundo metaverso. Desta forma, têm entrado neste mercado, gerando milhões de lucro e visibilidade para a marca neste novo mundo. 

A seguir virá o quê? Criação de designs exclusivos de roupas/acessórios para personagens de jogo? Criação de modelos para venda digital numa nova realidade virtual? Este será um novo mundo a explorar com possibilidades quase infindáveis para a projeção de marcas e empresas.


Fontes:

quarta-feira, 30 de março de 2022

Será este o futuro?

A pandemia COVID-19 trouxe consigo um despertar da consciência de muitos de nós para as Criptomoedas, NFTs, Metaverso, e tantos outros conceitos de uma realidade misteriosa, curiosa e um tanto-quanto duvidosa para muitos dos que pela primeira vez prestaram atenção a este potencial “mundo novo”.

Dentro desta visão futurista cabem todo o tipo de novas realidades, quer seja a vertente financeira, talvez o seu lado mais bem conhecido de todos através da Bitcoin, passando pela arte digital com os NFTs, e mesmo um mundo virtual chamado Metaverso onde podemos perceber algumas implicações para o marketing e para áreas como o retalho de moda, que estaríamos longe de imaginar que fosse possível.

Algumas notícias têm títulos surpreendentes,  “DKNY opens digital store during Metaverse Fashion Week” ou mesmo um press release da Tommy Hilfiger onde o titulo é “Tommy Hilfiger joins inaugural Decentraland metaverse fashion week in partnership with Boson Protocol”, no qual o seu criador admite que estaria longe de imaginar que a marca que carrega o seu nome lançada em 1985, fosse participar em semanas da moda num mundo totalmente virtual em 3D, onde segundo o site Retaildive.com, para além da apresentação das coleções tiveram lugar discussões, concertos e festas, como se de uma semana da moda real se tratasse.

Mas afinal o que é o metaverso e qual a sua implicação para o marketing?

Metaverso pode ser definido como um mundo virtual que decorre em paralelo no tempo com o mundo real, onde os utilizadores podem participar através de uma personagem avatar, em que tecnologias como a realidade aumentada e realidade virtual muitas vezes entram em ação. A sua definição envolve 6 características principais:

  •       Sempre ativo
  •         Existe em tempo real
  •           Os utilizadores têm existência individual e independente
  •           Universo contido em si mesmo e totalmente funcional
  •           Existem diversas plataformas com comunicação entre si
  •           User-generated content

São plataformas de realidade virtual que querem ser muito mais do que um jogo, pretendem ser uma extensão da realidade e fundir-se com o normal decorrer da vida real, nas quais confluem já milhões de utilizadores, principalmente da geração Z e Millennials.


Assim e segundo o site InfluencerMarketingHub.com existem já inúmeras formas de tornar estas plataformas locais de interação com os consumidores, materializadas de diversas formas, quer sejam outdoors ou mupis virtuais, publicidade num jogo de futebol, lojas virtuais, showrooms virtuais e até eventos especiais criados pelas marcas como o caso do Gucci Garden Archetyes ou o Balenciaga: Afterworld.

A disrupção é tal que muitas das principais marcas de luxo da indústria da moda tentam estar presentes nestas plataformas, porque existe a possibilidade de venderem artigos virtuais com que os consumidores podem personalizar os seus avatares. Existe até o caso gritante de uma marca (RTFKT) que vendeu no espaço de 5 minutos o equivalente a 3 milhões de dólares em sneakers virtuais.

Será que no futuro o nosso guarda-roupa será mais digital do que real???  Estaremos preparados para viver ainda mais online? E será que realmente as pessoas querem fazer esta transição?

Independentemente disto, as marcas não podem ignorar a sua existência e devem estar conscientes do que se tratam estas plataformas, como interagem os seus utilizadores e aquilo que procuram quando as utilizam, porque as oportunidades de negócio são reais, como provam alguns exemplos de artistas/marcas completamente desconhecidas, o melhor é estar presente e saber como fazê-lo.

https://influencermarketinghub.com/metaverse-marketing/

https://www.voguebusiness.com/technology/dimension-studio-how-fashion-is-being-brought-to-the-metaverse

https://influencermarketinghub.com/metaverse-websites/

https://www.forbes.com/sites/forbesbusinessdevelopmentcouncil/2021/12/21/why-the-metaverse-is-marketings-next-big-thing/?sh=444bb95325f0

https://www.businessinsider.com/inside-marketing-and-advertising-in-the-metaverse-2022-1

https://www.retaildive.com/news/tommy-hilfiger-dkny-and-other-brands-to-participate-in-metaverse-fashion-w/620955/

https://www.retailgazette.co.uk/blog/2022/03/dkny-opens-digital-store-during-metaverse-fashion-week/