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quinta-feira, 6 de maio de 2021

O modelo Freemium do Spotify, um caso de sucesso ou insucesso?

O Spotify é um serviço de streaming de música que dispensa apresentações. O segredo do negócio? O modelo Freemium! Este modelo tem ganho cada vez mais adeptos, e nos últimos anos foi adotado por várias startups conhecidas, como a Dropbox, o LinkedIn e o Spotify. O Freemium, estabelece que exista uma versão gratuita do serviço que vai servir como um "isco" para que futuramente, alguns dos utilizadores do serviço gratuito, adiram à versão paga.    

No caso do Spotify, o lucro provem essencialmente de duas fontes: publicidade e assinaturas premium. Com mais de 200 milhões de assinantes em todo o mundo, estima-se que 10% do lucro resulte da publicidade e os restantes 90% do pagamento mensal dos utilizadores que têm a versão premium. A ideia do Spotify nasceu, quando um programador sueco, percebeu que a indústria da compra e venda de faixas musicais tinha mudado e era, na altura, comandada pela pirataria. Percebeu que não podia vencer a tecnologia mas que podia criar um produto melhor, com suficiente valor agregado para atrair utilizadores dispostos a pagar pelo serviço. 

Em 2020, o Spotify, viu a sua base de utilizadores da versão paga aumentar 27% em relação ao ano anterior. Porém, apesar da expansão que vem registando ao longo dos últimos anos, o Spotify registou perdas financeiras na maioria dos anos desde o seu lançamento. Estas perdas acontecem porque a maior parte do lucro obtido pela plataforma é distribuído pelos músicos e pelas editoras, sobrando muito pouco para a organização. Mesmo com prejuízos, este serviço tem conseguido atrair cada vez mais investidores. Este aumento, é explicado porque existe a consciência que o streaming de música veio para ficar. Segundo a Recording Industry Association of America, no primeiro trimestre de 2020, o streaming gerou 87% das receitas do setor, enquanto que as vendas físicas representaram apenas 7%. A forma como consumimos conteúdos está a mudar drasticamente, e todas as previsões apontam para que este aumento se acentue, com cada vez mais pessoas a aderirem ao Spotify e a plataformas rivais como o Apple Music.

O impacto do Spotify na industria musical cresce, as suas receitas crescem mas o modelo de negócio não evolui, pelo menos não o suficiente para cobrir todos os prejuízos que a plataforma tem registado nos últimos anos. 

É certo que o modelo Freemium já deu provas da sua eficácia, porém parece não estar a surtir o melhor efeito para o Spotify. Achas que com o crescimento previsto da base de utilizadores, irá finalmente conduzir o Spotify a apresentar resultados acima do vermelho? Ou achas que uma mudança da estratégia é inevitável?

Fonte 1

Fonte 2

Fonte 3

sábado, 8 de junho de 2013

Vodka Smirnoff e neurotecnologia: um cocktail improvável?

Vodka e música parece uma combinação banal, mas a Smirnoff juntou-lhe um twist de tecnologia e uma portentosa causa social e desenvolveu uma experiência musical denominada Mindtunes.
Apoiadas por um produtor de música e um especialista em neurotecnologia, três pessoas com limitações físicas puderam criar uma faixa de música usando apenas o cérebro, sem recorrer a nenhum dos instrumentos usuais de produção de música.
Usando uma tecnologia de ondas cerebrais que deteta e transforma a atividade elétrica do cérebro em batidas de música, as emoções experimentadas durante as sessões de gravação foram transformadas numa faixa de 2m34s.
Depois de trabalhada, a música que daí resultou foi colocada à venda na loja iTunes e os lucros resultantes das vendas serão doados à Queen Elizabeth’s Foundation for Disabled People.
Com isto, a Smirnoff liga-se não só a uma causa social impactante mas também a áreas como o desenvolvimento tecnológico e do aproveitamento das capacidades da mente, domínios que, à partida, não associamos a uma marca de bebidas alcoólicas, ou, pelo menos, não de uma forma categoricamente positiva.


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Do quase-anonimato para a notoriedade internacional

Poderão conhecer Anthony Bourdain, bem como poderão conhecer o conjunto musical português Dead Combo. Aparentemente não terão nada em comum e não tinham até Bourdain, reconhecido chef de cozinha e host de um programa televisivo de fama mundial chamado "No Reservations", decidir vir à capital portuguesa e fazer disso mais um episódio do seu programa.
Conversou com António Lobo Antunes, Carminho, Tozé Brito e outros. O objectivo seria retratar Lisboa não só através da sua gastronomia mas também tentar emprestar alguma "portugalidade" ao episódio em causa.
Bourdain, pródigo em escolher boas bandas sonoras para as suas viagens, escolheu desta feita os Dead Combo com esse objectivo, o de ilustrar o retrato de Lisboa com a sua música.
Isto, e uma conversa com os 2 membros da banda durante o episódio, fez com que alguns dos álbuns dos mesmos atingissem o Top 10 de vendas de Música do Mundo do iTunes (plataforma de música da apple).
Os problemas crónicos da música portuguesa esfumaram se por instantes quando Bourdain pôs os pés em Portugal. Os Dead Combo, músicos com qualidade quase-indiscutível até então não tinham tido escala, Bourdain deu lhes isso, um público à escala Mundial. Pareceu fácil a internacionalização de bandas portuguesas por momentos.
Em conclusão, nunca os Dead Combo tiveram ou terão uma oportunidade como esta para se auto-promover, desde logo, especulo eu, não tiveram que pagar qualquer quantia para entrar no episódio, aliás o contrário é que poderá ter sucedido, depois nenhuma campanha publicitária comum alcançará tal sucesso no que se refere a captar novos fãs internacionais. Hoje em dia com a Internet, a divulgação e produção musical cresceu de forma exponencial e portanto o apreciador de música já não tem tempo nem paciência para ouvir qualquer banda, tem que haver alguma motivação adicional para se descobrir um artista(s) novo(s). Esta incursão nesta série deu lhes escala como referido atrás mas também deu um "embrulho" ao espectador que lhe chamou a atenção e o seduziu e só dessa maneira os Dead Combo passam do quase-anonimato para a notoriedade internacional.

O episódio podem vê lo abaixo, na imagem do vídeo temos desde logo Pedro Gonçalves, contrabaixista da banda em questão.

 

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Pulseiras que actualizam Facebook no Sumol Summer Fest


O Sumol Summer Fest é um festival de música de Verão com apenas 2 anos de existência mas já tem grande notoriedade junto dos melómanos apreciadores dos ritmos quentes e veraneantes do Reggae.

Na edição deste ano que se inicia hoje, e em conjunto com a Mega Hits, decidiram trazer uma inovação para estimular a interactividade com o público. Serão distribuídas cerca de 10 mil pulseiras que permitirão aos portadores publicarem automaticamente mensagens no seu mural do Facebook! Não só é uma forma de estimular a comunicação com quem ficou em casa, como também dará a possibilidade aos participantes de ganharem prémios especiais.

As redes sociais mostram mais uma vez que são uma excelente forma das marcas interagirem e se aproximarem do seu público-alvo, e esperamos que mais campanhas como surjam!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Kaiser Chiefs lança novo álbum "The Future is Medieval" na Net

A banda Kaiser Chiefs surpreendeu o mundo ao lançar no passado dia 3 de Junho as 20 faixas do novo álbum "The Future is Medieval" no site da banda em forma de download pago e personalizado. A estratégia de venda é inovadora e permite ao comprador um total controlo sobre o produto final. O comprador pode escolher que músicas entrarão no seu disco (pode escolher 10), a ordem das faixas e o design da capa. Por 7,5 libras o download pode ser efectuado.

O preço pode não parecer muito simpático, mas é possível tirar proveito da "obra". Ou seja, os prosumers são também sellsumers. O álbum personalizado entra no catálogo do site e pode ser vendido a outros fãs. O criador recebe 1 libra como comissão por cada pessoa que comprar a sua versão do disco. Até ao momento, o álbum mais popular totalizava 80 cópias.

O perfil do Facebook da banda informa que o novo disco não será lançado em CD, mas apenas em formato digital. Sinal das mudanças no mercado fonográfico nos últimos anos, que além de talento e criatividade, exige das bandas espírito empreendedor.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Google Wallet: o Multibanco 2.0

Receita: junte-se o maior conglomerado mundial de serviços financeiros com a marca número 1 no mundo; adicione-se a tecnologia de pagamentos móveis mais avançada do planeta, polvilhem com o sistema operativo de telemóveis de maior crescimento - e eis que está pronto o "bolo". Chama-se Google Wallet e foi apresentado na semana passada. O conglomerado é o Citigroup, a marca é a Google, o Near Field Communication a tecnologia (eles andam mesmo a seguir o nosso blogue...:)), e o Android é o sistema operativo (que ultrapassou pela primeira vez o iPhone da Apple segundo a revista Wired). O Citigroup junta-se à iniciativa com o intuito de se tornar "o banco digital do mundo". O Citi acredita que se chegou ao ponto em que os pagamentos móveis passam do conceito para a utilização massificada. Com esta aplicação, para os clientes efectuarem pagamentos bastará que passem o telemóvel em frente aos leitores instalados para o efeito. Nalguns casos, poderá haver também ofertas promocionais e poderão ser feitos downloads dos recibos de compras. A ideia é que os smartphones funcionem como uma espécie de "carteira electrónica", substituindo os cartões de crédito e multibanco. A Google não deverá cobrar taxas pelas transacções com recurso ao sistema. Este sistema vai também permitir à Google fornecer aos retalhistas dados adicionais sobre o tipo de cliente que têm e adequar promoções e ofertas ao público que pretendem atingir.
A primeira ronda de testes decorrerá em Nova Iorque e em S. Francisco nos próximos meses. O serviço estará inicialmente disponível com os aparelhos Nexus 4G, mas a Google está a negociar com diferentes operadores móveis e a nova aplicação é suficientemente aberta (como é apanágio da google) para ser rapidamente desenvolvida e adaptada por inúmeros parceiros. "Estamos prestes a embarcar numa nova era do comércio, onde juntamos o online e o offline", afirma Stephanie Tilenius, executivo da tecnológica.PS: entretanto, respondendo ao Google Music, o Facebook acaba de estabelecer uma parceria com a Spotify, líder europeia de música online, para lançar um serviço de música na plataforma, permitindo partilha de faixas. Junta-se ao streaming de vídeos. Tudo pago com os mesmos Facebook Credits já gastos no Farmville...
Também a Apple se prepara para lançar um serviço de streaming de música no iTunes, através de acordos firmados com as editoras Universal, Sony e Warner. Os acordos firmados permitirão à Apple lançar um serviço com a benção das editoras, o que não aconteceu com a Amazon ou com a Google. O novo serviço poderá ser anunciado já em Junho, na Worldwide Developers Conference. A música está mesmo nas nuvens...virá aí o iCloud?
in Jornal de Negocios

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Mais uma vez, o poder do Marketing Viral cria um novo fenômeno....Rebecca Black

Justin Bieber é um cantor canadense e fenômeno da internet, que após a publicação e do sucesso dos seus vídeos caseiros no YouTube, foi descoberto por um executivo da indústria da música que o lançou ao estrelato aos 13 anos de idade. Graças ao single “Baby”, agora conta com o título do vídeo mais visto de todos os tempos no YouTube, com 497.701.481 reproduções. No entanto, algumas semanas atrás alguém chegou para ameaçar este recorde...

Esse alguém é a Rebecca Black, que também com 13 anos de idade tem-se convertido no novo fenómeno das redes sociais e do YouTube não precisamente pelas suas habilidades musicais, muito pelo contrário, é famosa pela sua evidente falta de talento. Fez-se credora de três títulos importantes atribuídos por aclamação da comunidade da Web 2.0, nomeadamente: Pior cantora, pior música e pior vídeo do Youtube ... Embora seja possível que ela não encarne literalmente esses títulos... mais uma vez fica comprovado o poder do Marketing Viral. Há quem diga que é mais um caso de Marketing Undercover ou Astroturfing (recriar situações que dão a impressão de algo espontâneo ou natural), mas seja o que for seja, não há dúvida de que o conseguiram. No Twitter é o Trending Topic no qual diferentes celebridades têm participado. Por exemplo, o actor americano Charlie Sheen publicou: "Rebecca, nós não te odiamos por seres famosa. Tu és famosa porque nós odiamos-te ".

Após o lançamento de "Friday" no passado mês de Fevereiro, o vídeo foi reproduzido 70.613.951 vezes até à data, batendo os novos singles de ícones da música como Lady Gaga. Ainda não completou dois meses no mercado e já vendeu 40.000 copias segundo billboard.com e regista uma receita média semanal de 25.000 dólares... dinheiro que está a ser usado para missões humanitárias no Japão de acordo com as suas declarações durante a entrevista no famoso late show de Jay Leno. Com quantias como estas, definitivamente que falem mal, mas que falem!

Video Oficial com a quantidade de visitas

Entrevista em Today - HLN

FONTES:
- http://www.rpp.com.pe/2011-03-25-rebecca-black-donara-ganancias-de-friday-a-victimas-de-japon-noticia_348862.html
- http://www.readwriteweb.es/socialmedia/los-10-videos-mas-vistos-de-youtube/
- http://www.generaccion.com/usuarios/54938/charlie-sheen-rebecca-black-eres-famosa-porque-te-odiamos

segunda-feira, 21 de março de 2011

O Youtube já tem uma orquestra

No passado domingo, em Sidney, o YouTube inaugurou a sua orquestra sinfónica com participação portuguesa e brasileira.

O espetáculo incluiu a participação de vários solistas convidados e revestiu-se de um caráter multimédia expresso em performances como a da ucraniana Ksenya Simonova, com os seus desenhos em areia concebidos em tempo real, e o artista digital Android Jones, que ao longo do concerto criou várias das projeções observáveis no interior do auditório e também na sua característica estrutura arquitetónica exterior.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=1811043

Fonte: Jornal de Notícias e Expresso