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sábado, 15 de maio de 2021

Facebook Live e as vendas em direto

Este é um dos assuntos que já foi falado bastantes vezes nas aulas mas que, mesmo assim, não posso deixar passar em branco: Lives do Facebook. Aliás, mais especificamente, as vendas a partir destas lives.

Este tema já foi abordado no blog pela Alice, num post do dia 03 de março, ainda assim, acho importante partilhar a minha opinião sobre estas lives de vendas.

Quem é que desde março do ano passado não acabou por assistir, mesmo que de forma não deliberada, a uma venda de alguma loja, online ou não, no Facebook? Há uns dias dei por mim a assistir com a minha mãe a uma destas lives, de uma venda de roupa, diretamente a partir da casa de uma das minhas vizinhas. 

A verdade é que a pandemia teve a capacidade de criar novas formas de venda para as lojas, criando aqui uma oportunidade de crescimento de negócio. 

No entanto, antes de tirarmos mais conclusões, vamos falar sobre algumas estatísticas:
  • 52% dos que fazem lives, fazem-nas através de redes sociais;
  • 25% dos usuários utilizam vídeos em formato live para se manterem informados;
  • 93,7% dos negócios usam o Facebook e 91% usaram o Facebook Live em 2018;
  • 42,7% dos negócios fizeram uma live em 2018;
  • Em 2017, um em cada cinco dos vídeos do Facebook foram em formato live.
  • Em 2018, o número de lives do Facebook chegou a 3,5 mil milhões de pessoas. 

A verdade é que se estes números já eram extremamente elevados, com a pandemia com certeza subiram ainda mais. 



E porque é que os negócios acabam por aderir cada vez mais a esta tendência? As Facebook lives produzem 6 vezes mais interações que os vídeos tradicionais e 10 vezes mais comentários. Os utilizadores do Facebook passam 3 vezes mais tempo a ver lives do que os vídeos já postados. 

Para acrescentar a isto, a pandemia veio trazer uma alternativa aos comerciantes, uma forma de rentabilizar os seus negócios quando as suas lojas físicas estavam fechadas. Deu a oportunidade de mais pessoas criarem o seu próprio negócio online, utilizando as lives do Facebook como principal ponto de venda. 

Claro que, também como falamos nas aulas, estas lives de vendas começam a ser “mal vistas” por alguns utilizadores do Facebook, devido à excessiva partilha em perfis e grupos. Mas a verdade é que todas estas lojas têm o seu nicho e os seus clientes habituais e mesmo assim conseguem chegar a mais e novos clientes. 

Sem dúvida que as Lives do Facebook ajudaram muitos negócios a crescer e assim continuará até surgir uma nova tendência (que alguns até dizem que serão as lives na rede social Tik Tok).

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Mais um concorrente para o Tik Tok

Depois de o Instagram lançar o Reels para tentar competir com o Tik Tok, chegou a vez do YouTube, através do Shorts.

Esta nova ferramenta está integrada dentro da aplicação do YouTube, apresentando um feed de vídeos de curta duração, semelhante ao que já conhecemos criado pelo TikTok, de forma a ficar viral dentro da plataforma. Para além disto, este novo formato acrescenta outras funcionalidades como poder adicionar texto a meio dos vídeos ou uma lista de novas músicas mais abrangente do que a dos rivais.

O YouTube Shorts começou a ser testado na Índia em Setembro de 2020 e, dois meses depois, o número de canais indianos a usar esta plataforma já tinha aumentado mais do triplo. O player do YouTube Shorts recebe mais de 3,5 mil milhões de visualizações diárias. Entretanto, em Março de 2021, o Shorts foi lançado nos Estados Unidos da América. 

Com o crescimento do Tik Tok e do Instagram Reels, era previsível que a Google, nomeadamente através do YouTube, fosse atrás da onda dos vídeos curtos, de forma a ter a mesma oferta e, assim, competir com estas aplicações. No entanto, a meu ver, pode acontecer o que tem acontecido sempre que uma app copia uma ferramenta. Isto é, a partir do momento em que existe em todas, os utilizadores acabam por optar apenas por uma, deixando as outras para trás, como por exemplo as “stories” no Facebook, Linkedin ou Twitter.

Por outro lado, tal como acontece no Instagram, atualmente o algoritmo do YouTube privilegia quem utiliza o Shorts. Desta forma, usar esta ferramenta é uma oportunidade para que os canais pequenos consigam crescer muito, visto que podem obter um grande alcance orgânico.

O que acham sobre isto? As marcas já deviam estar a experimentar esta nova ferramenta? O YouTube Shorts vai conseguir tirar o Tik Tok do trono ou vai tornar-se despiciendo por ser só mais um?

Fonte 1 | Fonte 2

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Apple (IOS 14) vs Facebook

Não é novidade para ninguém que George Orwell estava certo e que estamos dentro de um grande Big Brother da tecnologia, que somos vigiados 24 horas por dia, o que fazemos ou deixamos de fazer através dos nossos telemóveis, computadores e gateways, afinal estamos em contacto com eles o tempo todo. Um exemplo são os relógios que medem nosso sono e vários outros dados e enviam essas informações para o sistema. Será que todos esses dados são recolhidos e enviados para as empresas sem a nossa autorização? A verdade não é bem essa, quando aceitamos todas as atualizações e não lemos aquelas letras miúdas e só apertamos o botão aceito tudo, estamos aceitando que nossas informações mais íntimas sejam recolhidas e tratadas indiscriminadamente.

Com o frequente acúmulo de dados sem nenhum tipo de controle de como são utilizados, cria-se a necessidade de elaborar leis, procedimentos de controle e debates sobre o assunto. Como exemplo da UE com a criação da Nova lei da proteção de dados.

Um dos casos mais recentes sobre esse assunto foi a briga entre a Apple e o Facebook. Não é de hoje que ambas as empresas entram em conflitos a Apple acusa o Facebook de recolher demasiados dados dos clientes para ganhar dinheiro e o Facebook por outro lado alega que a Apple é um produto muito elitista, o que vai em contrapartida com o ideal do Facebook, que acredita que se deve entregar as ferramentas de forma gratuitas (Facebook, Instagram, WhatsApp e outras) para ajudar pequenas empresas a expandir seus negócio. A verdade é que não existe almoço grátis, simples assim, senão pagamos pela utilização de um serviço online, os nossos dados de utilização estão sendo a moeda de troca.

A Apple para proteger os dados de seus usuários implementou uma nova atualização do IOS 14, onde todos os aplicativos da App Store serão obrigados a notificarem ao utilizador ,através de um pop-up, se ele aceita ou não ter seus dados recolhidos por aquele aplicativo, sem aquelas famosas letras pequenas e textos confusos indo direto ao ponto, como demonstra a imagem.



Ok, o que isso muda na verdade? Para os utilizadores da Apple os seus dados estarão mais restritos caso não aceitem ceder os seus dados. Porém ainda terão eles recolhidos de maneira bem mais reduzida (Exemplo o Facebook ainda irá usar suas informações para os anúncios mas de forma mais light). Assim sendo, os anunciantes digitais terão menos dados dos usuários Apple. Sendo esse movimento por enquanto restrito a Apple, as demais empresas continuam operando suas App stores da mesma maneira. Em alguns países como Brasil onde a grande maioria utiliza Android não terá uma grande diferença, porém, nos EUA onde existe uma grande parte da população que utiliza o IOS, os anunciantes vão sofrer um impacto significativo.

Alguns pontos de reflexão:
Por que a Apple fez isso? Ela fez pensando realmente em proteger seus clientes?
Será que só existe desvantagem de oferecermos nossos dados em troca de conteúdo? Será que há reclamação disso quando recebe-se um desconto quase que 100% personalizado de um produto/serviço de algo se realmente estamos à procura?


Afinal qual é o limite?

Fonte: 1 2 3

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Com nova lei na Austrália, Facebook decide bloquear compartilhamento de notícias na plataforma.

A Austrália está prestes a aprovar uma nova lei que obriga companhias de tecnologia a pagar veículos de notícia pelas informações que estes compartilham em buscadores ou redes sociais. A mudança é inédita na história do mundo e obviamente impacta a forma como muitos negócios são tocados no país, e os grandes conglomerados de Silicon Valley começaram a se movimentar em torno do tema.

Em 17/02/2021, usuários do país passaram a estar proibidos pelo Facebook de compartilhar e visualizar notícias oriundas de veículos de media locais, uma vez que projetos de leis procuram forçar as redes sociais a pagarem os jornais regionais pela circulação de seus conteúdos jornalísticos dentro das plataformas.


 A luta entre a Big Tech e a Austrália tem vindo a ser travada há muito tempo. Os reguladores do país divulgaram um projeto das suas regras propostas no Verão passado, que permitiria a certos meios de comunicação social negociar individual ou coletivamente com o Facebook e o Google para que pudessem ser pagos pelas notícias distribuídas nesses sites.

Com o avanço da lei, o Facebook confirmou a decisão de bloquear o compartilhamento de links de notícias por usuários no país. A medida é imediata e afeta o ecossistema da rede social em quatro frentes: veículos australianos, que não poderão compartilhar ou postar qualquer conteúdo em suas páginas; veículos internacionais, cujos conteúdos não poderão ser visualizados ou compartilhados no país; usuários australianos, que estão impedidos de ver ou divulgar notícias de qualquer porte; e usuários de outros países, que não poderão ler e compartilhar conteúdos de notícias de páginas australianas.

No caso da Google, depois de ameaçar sair do país, começou a fechar acordos com veículos de notícias australianos para realizar o devido pagamento pelas informações compartilhadas em seu buscador. Estes acordos incluem a News Corp do norte-americano Rupert Murdoch e são avaliados na altura das dezenas de milhões de dólares para cumprir com o novo regulamento do país.

Trazendo a discussão ao nosso nível de consumidores e estudantes de marketing digital, fica a questão sobre se há justiça nessa decisão do governo australiano. Em era de "fake news" as redes sociais e os algoritmos dos mecanismos de busca, são vistos como inimigos dos jornalismo sério independente. Há muitos anos os jornais tentam se livrar dos modelos de "pay wall", quando só consegue se ler parte da notícia no site e se exige uma assinatura, pois esse desestimula o consumo da notícia e direciona o usuário para páginas ou postagem que trazem informação (muitas vezes inverídicas) de forma gratuita. O que causa uma restrição nas suas estratégias de preço. A medida é uma tentativa do governo de intervir nesse assunto. 

Fontes:

https://edition.cnn.com/2021/02/17/media/facebook-australia-news-ban/index.html

https://canaltech.com.br/redes-sociais/facebook-proibe-acesso-e-compartilhamento-de-noticias-na-australia-179106/

https://www.b9.com.br/139119/com-nova-lei-facebook-vai-bloquear-compartilhamento-de-noticias-na-australia/

sábado, 1 de junho de 2019

Facebook, o "apanha" criminosos

Um fugitivo Jose Simms em Connecticut, Estados Unidos afirmou que se a publicação deste se torna-se viral nas redes sociais se entregaria. Este queria ter 20000 gostos, porém negociou com o polícia de se entregar com 15000. Como concepção do seu último desejo de ser uma vedeta no Facebook a polícia decidiu divulgar e pediu à população para partilhar.

Este pretendia ter um aumento exponencial de conhecimento pessoal e através do Facebook e da esquadra da polícia decidiu propôr que se entregaria. As imagens anteriores são a publicação divulgada pela esquadra da polícia, esta até agora obteve 29 mil gostos e este ainda não se apresentou à esquadra. Porém, pensa-se que talvez ele não quisesse fama dividida, queria que apenas a foto dele tivesse 15 mil gostos e existem rumores que é por isto que este ainda não se entregou.
A polícia diz que vai continuar a divulgar informações sobre este caso e que com ou sem gostos que quem o encontre, que ligue à polícia. 
Esta notícia mostra o crescimento da importância das redes sociais, em vários níveis, já era importante para recolher donativos para causas sociais, como meio de informação e agora como forma de deter criminosos. 

quinta-feira, 30 de maio de 2019

ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO DA POLICIA DE SEGURANÇA PUBLICA



É bem sabido que a segurança é um direito fundamental da pessoa humana, mas também é um fator de extrema importância para o setor da economia e do turismo.
As tecnologias de informação e de comunicação tomaram conta do quotidiano de uma larga maioria das pessoas, atravessando todas as gerações, tendo invadido as nossas casas, locais de trabalho e de lazer.
 A polícia de segurança Pública atenta a este fenómeno, implementou uma estratégia de comunicação e de promoção da sua imagem institucional, não apenas para aumentar a proximidade ao cidadão, mas também para elevar a qualidade do serviço prestado.



Nesse sentido, a PSP é um caso de sucesso na utilização das mais conhecidas redes sociais, nomeadamente o Facebook, recorrendo a uma comunicação formal sobre o que se vai fazendo no dia-a-dia, intercalando, com algum risco, a pitadas de humor inteligente, este direcionado às camadas mais jovens para quem os conteúdos necessitam de ser mais impactantes e divertidos.

  



A estratégia de comunicação e do marketing digital PSP assenta em três pilares fundamentais: 
  • Relevância, 
  • Criatividade e 
  • Disrupção.
A PSP considera que existem duas formas de operacionalizar estes três conceitos. Ou se fazem campanhas previamente pensadas em épocas específicas do ano (como campanhas relacionadas com o Natal e com a Páscoa); ou se fazem posts não-pensados que seguem os trending topics do momento como ilustram as várias publicações aqui inseridas.


Cerca de 70% do que é publicado no Facebook é sério e pouco criativo, como informações sobre rusgas e estatísticas, por exemplo. No entanto, os outros 30% chamam mais à atenção precisamente porque geram mais engagement, em especial com os mais jovens.


Um dado curioso assenta no facto da PSP ser a terceira força policial do mundo com mais likes no Facebook (669.700), suplantada apenas pela NYPD (806.000) e pela Policía Nacional de los Colombianos (1.600.000). Tal facto, apenas se justifica pela densidade populacional dos países aos quais essas Polícias pertencem (EUA e Colômbia, respectivamente), e não tanto com a criatividade ou awareness dos posts.





Fontes:
https://van.pt/estrategia-digital-psp-redes-sociais/


https://www.noticiasmagazine.pt/2016/quem-e-que-gere-o-facebook-da-psp/

sábado, 11 de maio de 2019

The power of content: right or wrong? Who will judge

Atualmente, tem-se visto em larga escala sobre a força de um conteúdo na internet.

Principalmente nas redes sociais como Facebook e Instagram, ambas as maiores plataformas sociais em nível global.

O que levanta preocupações. Tendo em vista as últimas notícias que diz a respeito de como um conteúdo tem a capacidade de influenciar não somente pessoas, mas governos, instituições e transformar algo informativo, em discurso de ódio capaz de separar pessoas e gerar desconforto.

Não obstante, quando uma empresa, tal qual o Facebook se torna grande demais e começa a adquirir outras menores para aumentar a base de dados e poder de oferta, mas enfrenta problemas em controlar a qualidade do conteúdo dentro de sua rede.

Se o próprio ex-fundador da rede social, Chris Hughes, este que esteve com Mark Zuckerberg desde o início, se posiciona ao dizer:

It's time to break up Facebook.

https://www.nytimes.com/2019/05/09/opinion/sunday/chris-hughes-facebook-zuckerberg.html


A rede social tem nos últimos tempos perdido credibilidade frente seus fundadores, ou seja, aqueles que desenvolveram a proposta de valor da empresa e idealizaram todo o workspace para que o Facebook se transformasse no que é atualmente.

Entretanto, se por um lado o risco daqueles que desenharam a empresa do zero estarem a fazer declarações deste genêro da empresa, por outro lado os resultados financeiros não estão a acompanhar a preocupação.

Ou seja, não há convergência e por este motivo, há de se preocupar no que mais gera valor ao próprio usuário em relação ao acionista.

Mark Zuckerberg (no meu ponto de vista) é um gênio. O mesmo tem trabalhado constantemente para abrandar os pontos obscuros da rede social.

Qual seria, portanto, a relação do marketing com a rede social?

Atualmente as relações do marketing estão majoritariamente em redes e networks onde as pessoas estão imergidas. Ou seja, estão no Facebook e Instagram.

Sendo assim, o esforço em investigação e desenvolvimento para a inovação em marketing está em estudar o perfil e dados das pessoas como uma forma de ofertar mais com maior assertividade.

No entanto, surge a questão ética de como estudar os dados e como obter os mesmos (relação da crítica entre Cambridge Analytica e Facebook).

Não obstante e levando em consideração não somente o poder de monopólio da rede social, será que as pessoas estão realmente preocupadas com o suposto "vazamento" de informações?

Estamos demasiadamente imergidos na rede que nossos dados digitais, uma vez soltos afora, não mostrou preocupação por parte dos usuários ao deixar a rede social.

A relação privacidade vs proteção dos dados não causou impacto, tal ponto pode explicar a questão levantada acerca dos resultados financeiros da empresa.

Por conseguinte, sem o Facebook e suas empresas (WhatsApp, Instagram, entre outras) o mundo não seria o que é hoje e apesar dos apesares, as pessoas são mais livres e conseguem se expressar de forma mais democrática e aberta frente seus valores e o que desejam para o futuro.

Não é o Facebook que move as pessoas, são as pessoas que se movem por si próprias, a rede social  é somente um meio, não um fim.

Sendo assim, há de ter regulamentação e melhorias no serviço? Pode-se dizer que sim. Mas primeiramente deve-se perceber o que foi feito de errado para com as pessoas para entender o porque as mesmas estão a agir como agem dentro da rede.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Facebook e outros dos seus produtos voltam a sofrer uma interrupção severa

Tudo aconteceu no dia 13 do mês passado, em que o Facebook e os seus produtos associados como o Instagram e o WhatsApp tiveram um dos maiores apagões da história, ficando assim inacessíveis para todo o mundo. A última vez que o Facebook sofreu uma interrupção dessa magnitude foi em 2008, quando o site tinha 150 milhões de utilizadores - em comparação com cerca de 2,3 bilhões de utilizadores mensais de hoje.


Durante o dia 13, quer o Instagram quer o dia Facebook, publicaram tweets a anunciar que de facto estavam problemas a decorrer, mas que já estavam a tratar da sua solução, e no dia seguinte voltaram a publicar para anunciar que o problema teria sido resolvido.
O Facebook apresentou um relatório de bugs oficial, citando “taxas de erros crescentes” e “No momento, estamos a enfrentar problemas que podem fazer com que algumas solicitações da API demorem mais ou falhem inesperadamente. Estamos a investigar o problema e a trabalhar numa solução”. Mais tarde surge também o primeiro relato de problemas do Instagram no Down Detector, a conta oficial do Instagram no Twitter disse que a equipa está a “trabalhar duro para resolver a situação o quanto antes”.


Posteriormente, a equipa do Facebook veio confirmar que o problema não estava relacionado com um ataque de negação de serviço distribuído, conhecido como DDoS – um tipo de ataque informático que invade um serviço alvo com volumes de tráfego extremamente altos - como se constatava, mas, segundo uma emissora da NBC News, a causa estava relacionada com base de dados “sobrecarregadas”.
O Facebook não confirmou ao certo a causa destas interrupções, em declaração à ThousandEyes, empresa de inteligência em rede, declarou que a questão parece ser interna, e não uma questão de rede ou internet. "Por exemplo, vimos 500 erros internos de servidor do Facebook. Dada a escala e as mudanças contínuas que são feitas nas suas aplicações e infraestruturas, às vezes as coisas podem-se fracionar como resultado dessas mudanças, mesmo nas mais capazes ", escreveu ThousandEyes VP do departamento de marketing.
Como seria de esperar os utilizadores mostraram que estavam atentos e os posts relativos a esta situação começaram a surgir:





Fontes:
https://www.buzzfeednews.com/article/nicolenguyen/facebook-family-of-apps-down
https://www.bbc.com/news/technology-47562281

sábado, 2 de junho de 2018

E agora, Zuckerberg?

Os próprios acionistas do Facebook estão perdendo a paciência com as desculpas de Mark Zuckerberg. Na última reunião anual dos shareholders da companhia, que ocorreu nessa quinta-feira, os participantes deixaram bem claro que estão fartos do Facebook e da sua interminável onda de escândalos. Um deles manifestou apoio a uma proposta para limitar o controlo de Mark Zuckerberg, e outro advertiu a empresa pelo escândalo da Cambridge Analytica, dizendo que o tratamento dos dados pessoais dos usuários era "equivalente a uma violação dos direitos humanos". 

"Se a privacidade é um direito humano, como afirma o CEO da Microsoft, então afirmamos que a má administração de dados de clientes do Facebook equivale a uma violação dos direitos humanos", disse Christine Jantz, diretora de investimentos da Northstar Asset Management. Outros questionaram por que o Facebook parece não conseguir sair bem de todas as notícias negativas. "Por que a lista de controvérsias que o Facebook enfrenta é tão longa e tão séria?", perguntou Will Lana, da Trillium Asset Management. Mas, embora fossem severas, as críticas não chegaram a alcançar muito resultado.

Zuckerberg tentou colocar sua versão habitual nas coisas, reiterando alguns de seus pontos favoritos de recentes conversas, dizendo: "Enfrentamos uma série de questões importantes, tenhamos a certeza de que teremos uma visão mais ampla de nossas responsabilidades." 
Ainda assim, os participantes da reunião ficaram claramente frustrados com a mensagem. Foi uma reunião extraordinariamente acalorada quando os acionistas levantaram de novo todas as controvérsias que envolveram a rede social no último ano.


Fonte:

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Donate Blood - A Ferramenta do Facebook para Incentivar Doações de Sangue

O Facebook é uma das redes sociais de maior potencial para viralizar uma notícia ou informação, por concentrar diversos segmentos de utilizadores de várias partes do mundo, o conteúdo disponibilizado ali tem pode de ter um grande alcance.

A divulgação das correntes de ajuda para determinados grupos são bastante comuns nesse tipo de rede social, aliado com outras plataformas de crowdfunding para arrecadação de dinheiro e alimentos, por exemplo.

Essas "correntes do bem" acontecem também nos casos de doação de sangue, uma vez que o baixo estoque de bolsas de sangue é um problema comum em diversos países. A situação é semelhantes em vários sítios, muitas pessoas gostariam de doar, entretanto não tem acesso a informação e acabam desistindo da ação.

O Facebook percebeu esse perfil de comportamento dos seus utilizadores, que criam "Correntes do Bem" através da plataforma para conseguir doadores de sangue, e em outubro de 2017 lançou a sua ferramenta Donate Blood. O primeiro país a ter acesso ao Donate Blood foi a Índia, em seguida do Paquistão e Bangladesh, atualmente a ferramenta possui mais de 8 milhões de doadores registrados. Recentemente, a ferramenta foi disponibilizada no Brasil.

O acesso da ferramenta é bem simples e permite que qualquer utilizador do Facebook se cadastre como doador de sangue. O cadastro é rápido e fácil, basta o usuário dizer o seu tipo de sangue (caso saiba) e informar se já doou sangue anteriormente, ou não. Após o cadastro, sempre que houver campanhas de doações de sangue nas proximidades, ele será notificado pelo Facebook.


As campanhas podem ser iniciadas por Bancos de Sangue, Hospitais e até mesmo outras pessoas. Há um tipo de postagem especial para a solicitação de doação, com algumas informações específicas que ajudem os utilizadores cadastrados a saber mais da campanha ou da demanda.

Após a solicitação, o Facebook notifica todos os doadores cadastrados naquela região. Outro ponto importante da ferramenta, é que se os doadores desejarem eles podem entrar em contato com o solicitante por meio do Messenger, WhatsApp ou ligação telefônica.


Em um momento em que o Facebook é utilizado por muitas pessoas como uma forma de divulgar notícias falsas, ferramentas como essa nos dão esperanças de que a comunicação via redes sociais podem ajudar muitas pessoas.

Fonte:
https://canaltech.com.br/redes-sociais/facebook-anuncia-ferramenta-para-incentivar-doacao-de-sangue-no-brasil-114426/
https://newsroom.fb.com/news/2017/09/blood-donations-in-india/
https://techcrunch.com/2017/09/27/bloodbook/?guccounter=1

domingo, 22 de abril de 2018

Super Bock e Licor Beirão juntos a caminhar para a liderança no Facebook?

Há 2 dias (20 de Abril) a marca Licor Beirão publica no seu facebook, como nos têm habituado uma frase divertida dedicada aos amigos que chegam sempre tarde.
No mesmo dia a Super Bock faz também uma publicação em homenagem aos amigos atrasados e aproveita para interagir com a marca de bebidas alcoólicas com mais gostos no facebook (Licor Beirão, cerca de 930 mil gostos).

A legenda era “Oh, Licor Beirão, temos amigos em comum?”, onde a página do facebook do licor estava mesmo identificada. A marca Licor Beirão ainda não respondeu e nem se sabe se vai responder, mas a interação digital pública entre as duas marcas de bebidas não é coisa nova.

No dia 2 de Agosto de 2017 a Licor Beirão provoca a Super Bock no facebook com uma foto tirada a um camião da marca de cerveja que homenageava os habitantes da região das Beiras.
A legenda da foto tinha a seguinte mensagem: “Não somos nós que o dizemos…Obrigado, Super Bock!”

A resposta por parte da Super Bock não tardou e no dia 4 de Agosto de 2017 na altura da campanha de celebração do 90º aniversários da marca a SB avançou com um convite para festa, “Licor Beirão, quem é amigo, quem é?”

Na mesma publicação a Licor Beirão agradeceu o convite e informou que levava o digestivo.

Em 2017, Pedro Girão diretor de operações da empresa (10.digital) responsável pelo Marketing do Licor Beirão comentou a interação entre as 2 marcas e afirmou
“Ambas [as marcas] celebram a amizade, a reunião entre amigos. Ambas comunicam com humor e de forma irreverente, sendo marcas portuguesas com tradição no digital. Acreditámos que se adequava a 100% ao tom de comunicação e à estratégia do nosso cliente, o Licor Beirão; e acreditámos que a Super Bock perceberia que era uma boa oportunidade para ambas as marcas. Felizmente foi o que veio a acontecer: acabou por ser uma situação de 'win-win’”
Será que está para breve interacções mais frequentes entre as 2 marcas com mais seguidores no Facebook em Portugal no setor de alimentação em bebidas?? Os seguidores de ambas as páginas só têm a ganhar pois publicações divertidas e criativas é o que se quer ver. Por sua vez as marcas ganham “buzz” e poderão alcançar novos seguidores.

Fontes:
https://www.facebook.com/olicordeportugal/?
https://www.facebook.com/SuperBock/?
http://blog.10.digital/
https://www.briefing.pt/marketing/40647-licor-beirao-apanha-boleia-com-super-bock.html
https://www.noticiasaominuto.com/pais/843235/super-bock-e-licor-beirao-desafiam-se-no-facebook-culpa-e-deste-slogan
http://www.meiosepublicidade.pt/2017/08/post-do-licor-beirao-provoca-super-bock-leva-resposta-da-marca-cerveja/