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domingo, 27 de abril de 2025

A Saudade tem sabor?

 No passado dia 23 de abril, o gigante McDonalds Portugal publicou no seu Instagram uma imagem com a palavra Saudade, onde acompanhou com a seguinte pergunta: "Digam lá... De que produto do Mac é que têm mais saudades?🫢". Com um simples post, a cadeia de fast food despertou a curiosidade e nostalgia dos seus clientes.


Ao analisarmos o Instagram do McDonalds Portugal, é possível verificar que o mesmo costuma ter uma média de comentários abaixo dos 100, com situações pontuais que excedem esse valor. No entanto, com uma publicação simples, mas que apela à memória afetiva dos seus clientes em relação aos produtos antigos dos quais têm mais saudades, o McDonalds conseguiu obter uma publicação que gerou assunto e expectativa, onde envolveu o seu público com mais de 1000 comentários.
Este caso é um verdadeiro exemplo de como utilizar o Web Marketing de forma estratégica, uma vez que, com uma simples palavra, é possível criar uma conexão forte com o seu público, ao ativar as recordações de produtos antigos que deixaram mais saudades após serem descontinuados pelo McDonalds.

No entanto, e para não deixar o assunto a meio, a McDonalds deu resposta 2 dias depois, mostrando que ouviram os pedidos dos seus clientes.



Na publicação é possível verificar um conjunto de comentários de consumidores a pedir determinados produtos de volta, mas com o nome dos produtos censurados, criando o suspense que, em breve, algum pedido mencionado na publicação voltará para o menu.

Se já era sabido que o McDonalds é um exemplo sólido de empresa experiente, estas duas publicações provam-nos que o mesmo sabe também aproveitar oportunidades de Web Marketing de forma brilhante. 
Primeiro, ao apelar à saudade dos seus clientes, a marca conseguiu atingir um alcance maior que o normal através de um maior número de comentários e partilhas, além de criar especulação entre os seus clientes. De seguida, com o complemento da segunda publicação, a marca cria a sensação ao cliente que ouve os seus pedidos (e que o seu negócio é centrado nas vontades dos seus clientes), além de preparar terreno para as vendas, uma vez que quando lançarem os pedidos antigos mais adorados, já existe uma comunidade entusiasmada e predisposta a comprar e consumir para matar saudades.
Com formas simples de utilizar o Instagram, o McDonalds criou um envolvimento do público com estratégias que nem parecem publicidade- mas que geram impacto fortíssimo.

Mas e tu, qual produto tem mais saudades e gostarias que estivesse de volta?🍔🍟✨

Fontes:

terça-feira, 21 de maio de 2024

Pimple Patch e Monte Rushmore 🗿

A elf cosmetics é uma marca norte-americana que apresenta uma larga vasta de produtos de maquilhagem skincare, e apresenta como visão - criar um tipo diferente de empresa de beleza, construindo marcas que rompem as normas, moldam a cultura e conectam comunidades através da positividade, inclusão e acessibilidade

Recentemente, a marca deu o que falar com a publicação de um vídeo cómico que faz publicidade a um dos seus produtos, os ✨ Pimple Patches ✨

O vídeo mostra um helicóptero a transportar um pimple patch que é colocado no rosto de George Washington, afetado com uma borbulha

O anúncio fez sucesso nas redes socias da marca, tendo gerado milhões de likes e comentários positivos  nas plataformas de YouTube, Instagram e Tik Tok.


Adicionalmente ao vídeo, claramente utilizado para captar a atenção dos consumidores, a marca recorreu às plataformas digitais para partilhar informação referente ao produto, desde a forma como deve ser utilizado até aos resultados esperados.


A elf aproveitou o alcance conseguido para responder a questões dos seus consumidores, aumentando assim a proximidade entre a marca e os consumidores 

segunda-feira, 13 de maio de 2024

NOVA TREND DE VÍDEOS PARA IMPULSIONAR VENDAS! 💸💹

Marketing de humor é uma abordagem que utiliza o humor como meio de comunicação para promover produtos ou serviços. Esta estratégia visa atrair a atenção do público-alvo de forma descontraída e divertida, incorporando elementos humorísticos em campanhas publicitárias, anúncios, conteúdos e até mesmo nas redes sociais.

Tenho visto constantemente, no Instagram, este tipo de conteúdo e acho genial!

Utilizar um vídeo que outrora foi um meme, e colocar uma transição para promover a sua marca e os seus próprios produtos, é uma estratégia que impulsiona as vendas em 50%, conforme relatos de lojas.

Deixo-vos aqui alguns exemplos que retirei do Instagram:

quinta-feira, 9 de maio de 2024

Aliens are real and hoop among us ! Wemby X Nike

A Nike volta a surpreender com o seu recente anúncio publicitario. Desta vez com Victor Wembanyama, o atleta francês sensação da NBA, e não é difícil perceber porquê. As suas estatísticas são verdadeiramente impressionantes e, sim, esses números fariam qualquer um pensar que ele é "de outro mundo". 

Wembanyama chamou a atenção não só dos adeptos e analistas, mas também de grandes marcas como a Nike, que vêem nele não só um jogador promissor, mas também um potencial ícone dentro e fora do campo. A sua combinação única de altura, habilidade e visão faz dele um talento geracional que, como o vídeo sugere, parece mais saido de um filme de ficção científica que de um campo de basquetebol.

O vídeo, em que ele é comparado a um extraterrestre, utiliza uma forma criativa e divertida de realçar como as suas capacidades e feitos são "de outro mundo".

Claro que, "do outro mundo" são também os lucros que a Nike tem aferido com as suas parcerias com atletas de alta competição. Espeficicamente na liga americana de Basketball (NBA), a sua associação com grandes nomes como Michael Jordan, LeBron James e Kevin Durant impulsionaram as vendas de calçado e vestuário desportivo, tornando-os best-sellers globais. Só em 2023, a marca Jordan, parceria da marca com o famoso atleta Michael Jordan, gerou em vendas $6.59 biliões de dolares.

Além de vendas, a parceria com atletas eleva o prestígio da marca através das campanhas publicitárias e eventos que atraem os midea e consumidores, reforçando o posicionamento da marca no mercado. A presença digital desses jogadores, é gigante, pois possuem muitos seguidores nas redes sociais, o que amplia o alcance e o engajamento da Nike com um público jovem e global. Este recente anuncio por exemplo, publicitado via "reels" na rede social Instagram, foi viasualizado por 7,3 milhões de utilizadores chegando a praticamente o dobro dos seguidores do jovem atleta, que conta com 3,9 milhões de seguidores na rede.


Fontes:

https://www.nike.com/pt/a/victor-wembanyama

https://marketeer.sapo.pt/um-eclipse-no-ceu-e-aliens-na-terra-nike-aposta-em-activacao-enigmatica/

https://www.tiktok.com/@culted/video/7355855581372075296


Galp in Rio 2024

Já cheira a verão, e verão é sinónimo de … festivais de música!

Em 2024, o Rock in Rio Lisboa está de volta e celebra 20 anos desde a sua primeira edição. A Galp, enquanto patrocinadora principal do evento, não poderia deixar passar esta marca em branco e está a invocar todos os fãs do evento para celebrar!

A 10ª edição do festival decorre nos próximos dias 15, 16, 22 e 23 de junho no Parque Tejo em Lisboa, a nova cidade do Rock irá contar com um novo palco (palco Tejo) e novos espaços, além dos já habituais Palco Mundo, Palco Galp, Rock Street, assim como a roda gigante Pisca Pisca, o slide, entre outros!

O cartaz conta com nomes bem-sonantes como Jonas Brothers, Camila Cabello ou Ed Sheeran, já o Palco Galp promete dar música com Lukas Graham, Filipe Karlsson, Luísa Sonza, e demais artistas do cartaz.

E por falar em Galp, a marca acaba de lançar uma campanha que visa oferecer 80 bilhetes duplos para as participações mais criativas (e rápidas) do seu novo passatempo!


O passatempo, que está a decorrer na página de Instagram da marca, requer que os participantes criem um cartaz com uma mensagem dedicada ao seu artista favorito do palco Galp, o divulguem orgulhosamente numa “story “e o incluam num destaque da “bio” da sua página pessoal de Instagram que terá de ser de acesso público. A Galp tem promovido o seu passatempo por meio de influenciadores digitais bem conhecidos da Gen Z como Rafael Bailão e Ricardo Weezy, e já está a ter bastante adesão pelo seu público-alvo para este passatempo, a Geração Net.

De forma clara, a marca está a tentar “falar a mesma língua” destes novos consumidores que se sentem atraídos por desafios digitais e criativos como este, e que seguem as pisadas dos seus ídolos. Por um lado, e em jeito de gamification com uma recompensa muito apelativa, irá aumentar de forma significativa o engagement das suas redes sociais ao mesmo tempo que divulga o evento da qual é patrocinadora principal. Os vitoriosos deste passatempo, certamente, não irão esquecer a Galp como a marca que lhes deu acesso a esta oportunidade.

E vocês, ficaram motivados? O passatempo decorre até ao próximo dia 12 de maio, apressem-se!

Fontes:

https://tickets.rockinriolisboa.pt/event/rock-in-rio-lisboa-2024/parque-tejo/2798220

https://www.instagram.com/galp/

domingo, 28 de abril de 2024

Pedro, The Raccoon 🦝

Tomamos como dado adquirido a evolução da Internet e a influência da mesma nas interações entre as pessoas consumidoras de conteúdo online.

Desde então que os memes são frequentemente utilizados como recurso a meios de comunicação mais divertidos.

Como estratégia para alcançar a atenção das camadas mais jovens, as marcas utilizam as tendências online como forma de gerar publicidade. Este método permite o alcance de um grande número de visualizações, interações e conexões entre uma marca e o seu público-alvo.

Recentemente viralizou nas redes sociais um vídeo de um pequeno guaxinim que dança ao som de um remix da musica Pedro de Rafaella Carra.

O vídeo, bastante divertido, rapidamente alcançou milhões de visualizações em plataformas como Tiktok, Intagram, Facebook, etc., tendo ainda adquirido o título oficial de Meme ao receber uma publicação dedicada a este fenómeno na pagina "Know Your Meme"

Apercebendo-se desta oportunidade, a Samsung publicou um vídeo que tem dado o que falar. Aderiram à moda do Guaxinim Pedro, ao publicitar um dos SmartWatch da marca com o fundo animado do vídeo viral.



Outros artistas aproveitaram a visibilidade do Meme para publicitarem os seus trabalhos, como foi ocaso da Hazel Zakariya, uma criadora de conteúdos que se dedica à arte através da comida.


O Pedro continuará a fazer sucesso, a dançar das mais diversas formas, incluindo em chávenas de café.


Fontes:
https://www.followchain.org/pedro-dancing-racoon/
https://trending.knowyourmeme.com/editorials/guides/where-did-the-video-of-the-raccoon-dancing-to-pedro-in-a-circle-come-from-the-russian-meme-explained
https://www.instagram.com/hazelzakariya/
https://www.instagram.com/reel/C53qqQiIFrk/?igsh=bG4zeTg1eGpuNndz
https://upwego.pt/tips/a-utilizacao-de-memes-em-publicidade/

sexta-feira, 1 de março de 2024

Aitana, a influencer criada por IA

Os influenciadores têm sido cada vez mais usados por empresas para tentar atrair novos clientes. Este tipo de marketing consiste numa parceria entre uma marca e produtores de conteúdos digitais, em que estes promovem produtos da empresa, em que tentam passar uma imagem de independência, no sentido em que o gosto pelo produto é genuíno e não “comprado”. Para fazer face a isso, tem também surgido legislação para que, quando se trata de publicidade paga, os criadores de conteúdo sejam obrigados a que a identifiquem como isso.


Para além disso, a Inteligência Artificial (IA) é algo que tem crescido muito nos últimos anos. O surgimento de Chatbots, o Chat GTP, entre outros tem massificado esta nova tecnologia. O marketing não tem fugido a isto. A IA tem oferecido às organizações oportunidades para otimizar estratégias, melhorar resultados e otimizar a experiência do usuário. Uma das principais aplicações da IA é no SEO - Search Engine Optimization. Isto ajuda a empresa a alcançar posições mais relevantes em motores de busca como o google e assim trazer mais tráfego para o seu site. Para além disso, também permite para contribuir para a personalização dos conteúdos que aparece a cada utilizador. Juntando estas duas realidades, surgiu uma influencer criada por inteligência artificial – Aitana. Foi criada por uma agência de marketing e em 5 meses, tornou-se num caso de sucesso mundial.

       
Esta influencer ganhou 10 mil euros no seu melhor mês e, em média, dá à empresa 3 mil euros mensais. Foi criada e sendo aperfeiçoada ao longo de 5 meses. Idealizaram uma jovem oriunda de Barcelona, de 25 anos, com cabelo cor-de-rosa e um rosto de supermodelo. Realiza parcerias com diversas marcas e até à partilha de fotografias mais sensuais numa plataforma similar à OnlyFans, a Fanvue, onde apenas os seus subscritores poderão ter acesso às suas imagens “mais intimas”.

Há vários comentários a elogiar a sua beleza e que estão apaixonadas por ela. Realço o comentário rodeado por uma linha preta, em que uma figura criada por IA, é considerada elaborada por Deus!


Um famoso ator latino-americano enviou-lhe mensagem a convidá-la para sair, não sabendo que se tratava de que Aitana não existia. A agência de marketing que a criou desenvolveu uma história por detrás da influenciadora. Trata-se de alguém entusiasta do fitness, determinada, extrovertida, carinhosa e com um carácter complexo, tendo por base o que as pessoas gostam. No entanto, vai contrariamente ao que atualmente as marcas tem feito, no sentido em que as mais novas gerações valorizam mais corpos reais, a autenticidade e a inclusão, advindo daí várias críticas.

Isto alerta-nos para os perigos da IA e quais os limites que deverão ser impostos para a segurança de todos.

Referências:
https://tsecommerce.com/blog/regras-influenciadores/
https://www.marcogouveia.pt/marketing-de-influencia-o-que-e/
https://www.nit.pt/compras/moda/chama-se-aitana-e-influencer-e-ganha-10-mil-euros-por-mes-mas-foi-criada-por-ia
https://www.instagram.com/fit_aitana/?utm_source=ig_embed

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Marketing de Influência: O Caso @cafedebairro

O Instagram representou, em 2023, o terceiro lugar da app mais utilizada em Portugal. Consta-se que 61% dos usuários da Internet em Portugal, sejam ativos nesta rede social, representando 4.9 milhões de pessoas.

Desta forma, as empresas encontram uma oportunidade de expandir o negócio e de aumentar o seu reconhecimento como marca. Assim, nasceu o conceito de “Marketing de Influência”, que consiste em praticar ações direcionadas para potenciais clientes através de um “Influencer”. Segundo esta estratégia, os criadores de conteúdos digitais influenciam as decisões de compra de um determinado grupo de pessoas, a favor de uma marca.

Gostaria de destacar a página de Instagram @cafedebairro, em que o autor começou por publicar, com humor e ironia, situações do dia a dia do café onde trabalhava. Atualmente, é uma conta de Instagram que tem publicações sobre os mais variado temas. Perante o crescimento desta página, algumas marcas começaram a fazer parcerias:






Este tipo de conteúdos está cada vez mais popular em todas as redes sociais, tornando-se uma estratégia de comunicação com muita relevância para as empresas. No caso do @cafedebairro, as pessoas facilmente se identificam com o conteúdo publicado por serem situações “normais” e do quotidiano.

Confesso que este tipo de humor cativa a minha atenção, assim como às restantes 184 mil pessoas que seguem esta página no Instagram.

Já conhecia o Instagram do @cafedebairro? O que acha do seu tipo de humor?

 

Fontes:

Instagram @cafedebairro: https://www.instagram.com/cafedebairro?utm_source=ig_web_button_share_sheet&igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==

https://4gnews.pt/redes-sociais-mais-usadas/

https://www.influency.me/blog/o-que-e-marketing-de-influencia/

terça-feira, 16 de maio de 2023

Social Media Marketing: Perceber para dominar o algoritmo do Instagram

Desde a sua criação, em 2010, o Instagram tornou-se uma das principais redes sociais, contando atualmente com cerca de 2 biliões de utilizadores, sendo a quarta rede social mais popular, atrás do Facebook (2,96 biliões), YouTube (2,53 biliões) e WhatsApp (2 biliões) (dados de abril de 2023). Trata-se de uma plataforma versátil na partilha de conteúdo, contando com várias tipos de publicação (post com fotos e/ou vídeos, stories e reels). Apesar do seu manuseamento ser relativamente acessível e intuitivo, tornou-se cada vez mais difícil que o conteúdo de um utilizador chegue a um maior número de pessoas,  não só pelo facto de haver cada vez mais utilizadores a realizar publicações simultaneamente, mas também fruto da evolução e complexidade do algoritmo, que está em constante mudança.

Mas afinal, o que é o algoritmo?

Trata-se do conjunto de processos que o Instagram utiliza para compreender o que os utilizadores gostam. A plataforma utiliza esta informação para mostrar às pessoas mais daquilo de que gostam, prevendo o conteúdo que alguém achará interessante e cativante. Basicamente, procura servir o conteúdo certo às pessoas certas. Ao contrário do que se pensa, não existe só um algoritmo. Cada secção do Instagram - Reels, Stories/Feed e Explore - tem o seu próprio algoritmo.

Começando por uma visão mais abrangente do algoritmo, há certos aspetos que são comuns às várias secções do Instagram:

  • Relação entre quem cria e quem vê: Seguem-se mutuamente? Trocam mensagens, deixam comentários? Se interagiram frequentemente com um utilizador específico, é mais provável que vejam o seu conteúdo no futuro.
  • Interesse: Um utilizador interage habitualmente com este tipo de conteúdo? Quando o algoritmo reconhece que um utilizador gosta de um tipo ou formato de conteúdo específico, mostra-lhe mais do mesmo.
  • Relevância: O Instagram decide o quão "relevante" é cada conteúdo. Isto inclui uma análise se se adequa com as tendências e com o fator tempo (posts recentes são considerados mais relevantes que outros mais antigos).
  • Frequência de uso da plataforma: Se um utilizador não abre o Instagram regularmente, apenas verá os conteúdo mais relevante quando decide pesquisar na aplicação.
  • Número de utilizadores que uma pessoa segue: Quantas mais contas um utilizador seguir, mais contas competirão por espaço no seu feed.
  • Tempo de sessão: Se um utilizador passa pouco tempo na aplicação, provavelmente verá apenas posts da família e amigos, com quem interage mais frequentemente.

Passando agora para o modo de funcionamento do algoritmo em cada uma das secções...

O algoritmo do Feed e dos Stories (ambos são relativamente semelhantes):
  • O próprio conteúdo: Número de gostos e comentários? Quando foi publicado? Se é um vídeo, o quão longo é? Foi identificação uma localização, qual?
  • Quem o publicou: Quantas vezes um utilizador interagiu com o conteúdo da pessoa que o publicou nas passadas semanas? O quanto interessante acham a pessoa que o publicou?
  • Atividade do utilizador: Quantos posts um utilizador gostou, e eram sobre o quê?
  • Historial de interação: O quão interessado está um utilizador no conteúdo partilhado por uma conta em particular? Com que frequência comenta essas publicações?
  • EVITAR: Publicar demasiado (o Instagram evita mostrar demasiados posts de uma pessoa a utilizadores seguidos), violar as regras da comunidade do Instagram, publicar informação enganosa (ao fazer isto regularmente, o Instagram pode tornar os posts de um utilizador mais difíceis de encontrar).
O algoritmo dos Reels:
  • Envolvimento (engagement) do utilizador: Quais reels alguém se envolveu recentemente? (i.e., gostos, comentários, partilhas).
  • Histórico de interação: Alguma vez interagiste com a pessoa que publicou o reel? Reels servem para alcançar novas pessoas, mas interações passadas também interessam.
  • O conteúdo: Que áudio ou musica utiliza? Como é a qualidade?
  • O autor: O quão popular é a pessoa que o publicou?
  • EVITAR: Reels de baixa resolução, com marca d´água (incluíndo o logo do TikTok), reels sem áudio, com demasiado texto, reels políticos. Deve-se também evitar violar as regras da comunidade do Instagram.
O algoritmo do Explore: 
  • O próprio conteúdo: O quão popular é um post? O quão rapidamente está a receber gostos, comentários, partilhas e saves?
  • Histórico de interação: Caso tenhas interagido com alguém que te aparece na página do Explore, provavelmente vai te aparecer novamente.
  • Atividade do utilizador: Que tipos de posts um utilizador gosta, guarda, ou comenta? E como tem interagido ao longo do tempo com a página do Explore?
  • Informação sobre a conta que publicou: O quão popular tem sido o seu conteúdo?
  • EVITAR: Violar as normas da comunidade do Instagram, nomeadamente evitar mostrar conteúdo potencialmente sensível.

Apresentado isto, o que se pode esperar que mude na forma como o algoritmo se comporta? Aqui estão alguns aspetos:
  • Equilíbrio na indexação de fotos e vídeos - com a introdução dos Reels, o Instagram focou-se demasiado na componente de vídeo, dando-lhe prioridade ao invés das fotos (o propósito inicial da aplicação). Após vários utilizadores mostrarem o seu desagrado, e inclusive assinarem uma petição, tem havido um esforço por parte dos criadores do Instagram, em tratarem ambos de forma mais igualitária.
  • O Instagram vai procurar mostrar constantemente aos utilizadores algo novo, e irá promover conteúdo que inspire o diálogo.
  • Conteúdo original estará melhor posicionado que conteúdo já partilhado ou repostado. 
Interessado em saber mais sobre o algoritmo? Deixo-te um vídeo abaixo:


E vocês, já conheciam o modo de funcionamento do algoritmo no Instagram? O que acham mais importante a ter em conta?


Fontes utilizadas:

segunda-feira, 16 de maio de 2022

A Escolha do Público

O que vou vestir hoje? 

Esta pode ser uma questão que a maioria das pessoas já pensaram pela manhã, no entanto são muitas as personalidades, criadores de conteúdo on-line e influenciadores que remetem essa questão à sua audiência, ao seu público alvo. E qual será a importância de o fazer? Será apenas para criar conteúdo digital? Para manter o relacionamento com os seguidores? Ou pode ser considerado um estudo do próprio mercado, da tendência de opinião e consumo?
 
É que cada vez mais comum que marcas, empresas, personalidades e pessoas individuais recorram aos questionários dicotómicos, e sondagens da sua audiência através das redes sociais para adaptarem os conteúdos ou campanhas para essas preferências. Esta estratégia, para além de criar envolvimento com os consumidores proporciona maior aceitação pelo público e garantia de sucesso na campanha e conteúdos criados. Por exemplo, marcas como a Fanta, frequentemente recorrem a sondagens do seu público através das redes sociais para o lançamento de novos sabores garantindo uma melhor aceitação; Nas redes sociais, influenciadores e criadores de conteúdo colocam para sondagem da sua audiência qual o melhor outfit para uma festa, garantindo a adaptação da promoção dos produtos patrocinados consoante a preferência dos seus seguidores e assim conseguirem maior exposição desses produtos. Da mesma forma, permite um feedback instantâneo tornando possível uma reação imediata e o ajuste do conteúdo para melhor servir, esclarecer e ir de encontro à preferências, desejos e necessidades da audiência.

domingo, 24 de abril de 2022

O Fenómeno das Kardashians/Jenner nas Redes Sociais

A família Kardashian, uma família de classe alta, tornou-se ainda mais rica depois que Kim viralizou na internet num vídeo em 2003. Kim, levou por arrasto toda a sua família para a fama ao começarem um Reality Show "Keeping up with the Kardashians" apenas baseando sobre as respectivas vidas. 

Desde então, a fama não parou de aumentar dando espaço para as Kardashians e Jenners, especialmente Kylie e Kim, crescerem no mundo das redes sociais:

Kim (@kimkardashian): 303 milhões seguidores no instagram

Kris (@krisjenner): 47,1m seguidores no Instagram

Kourtney (@kourtneykardash): 172m seguidores no Instagram

Kloé (@hkloekaradshian): 322k seguidores no Instagram

Kylie (@kyliejenner): 330m seguidores no Instagram

Kendall (@kendalljenner): 232m seguidores no Instagram


                                   Imagem1: Mãe e filhas

Apesar desta família ter chegado onde chegou por causa do seu programa de TV, Kim revelou que com um post patrocinado por uma marca, pode ganhar mais do que numa temporada inteira. 

Embora nunca ter sido revelado concretamente o valor, estima-se que a cada post feito no Instagram pode gerar entre 300 mil USD$ - 500 mil USD$ para a conta de Kim ou até mesmo 1 milhão, em alguns casos.

“A Kim é uma das mais importantes e poderosas influencers. O seu alcance é maior do que as próprias marcas. Cada vez que veste, publica ou fala sobre uma marca de Moda, as vendas e a notoriedade crescem automaticamente.”, afirma Tommy Hilfiger, num comunicado. 

Kim e as suas irmãs, tornaram-se das influenciadoras mais procuradas pelas marcas, visto que é sempre um investimento com retorno, uma vez que os produtos esgotam. O que também podemos observar nestas parcerias, é que para uma maior transparência, normalmente usam as hashtags #ad e #collab, de modo a alertar os seus seguidores de que estão a ser pagas para promover um determinado produto.


                                                             Imagem2: Kim no seu instagram


Opinião Pessoal:
Existem mesmo muitas pessoas a ganhar dinheiro com as redes sociais, e principalmente, com o instagram. No entanto, é preciso que se note que as Kardashians já eram famosas antes desta plataforma. Para conseguirmos ser influencers é preciso ser dedicado quase  todo o nosso tempo para vermos algum retorno (não imediato) e pode nunca resultar em nada, pois há muita concorrência. É um grande sonho de muitas raparigas de hoje em dia, ao acreditarem que ser-se influenciadora digital é tudo de bom e é só "postar fotografias", mas tem todo um trabalho e estratégia por trás e, em casos de sucesso, com algum fator diferenciador.

Se eu gostava de ser influenciadora? não mesmo! prefiro utilizar as redes sociais só quando me apetece!




Fontes:
https://www.revistalofficiel.com.br/pop-culture/instagram-ou-reality-show-kim-kardashian-revela-onde-ganha-mais-dinheiro
https://observador.pt/2017/03/17/isto-e-o-que-as-kardashians-ganham-por-cada-post-no-instagram/
https://observador.pt/seccao/lifestyle/vaidades/celebridades/kim-kardashian/
https://claudia.abril.com.br/famosos/de-onde-vem-fama-e-riqueza-das-kardashian-jenner/

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Shoppable UGC: e-commerce da autenticidade

Com o crescimento exponencial das redes sociais verificado na última década, e, consequente crescimento das marcas nesses espaços, tornou-se fundamental para as mesmas adotarem estratégias de marketing cada vez mais criativas e distintas da concorrência. Com isto, as campanhas genéricas e tradicionais caíram em desuso e emergiram as campanhas emocionais, que transmitem mais os valores da marca do que as features dos produtos em causa.

Com o crowding publicitário das marcas, e, tendo em conta as gerações mais prominentes nas redes sociais (Millennials e Gen-Z), a autenticidade ganhou um forte destaque. Atualmente, não é suficiente uma marca afirmar-se "sustentável" ou "inclusiva", é necessário demonstrar que pratica os seus valores através de ações concretas e consistentes no tempo.

Surge assim o uso de UGC (user generated content) como uma ferramenta de marketing eficaz, de baixos custos e forte impacto. O UGC é conteúdo percecionado como relacionável e autêntico, levando a um maior engagement face ao típico conteúdo publicitário tradicional. Com o aparecimento das lojas dentro das redes sociais (notoriamente a Loja do Instagram) e com o UCG surge aqui uma nova oportunidade:

Shoppable Content: as lojas dentro das redes sociais permitem diminuir a customer journey e o uso dos UGC cria um maior "desejo" pelos consumidores. Juntando estas duas ferramentas, os resultados podem se tornar muito positivos para as marcas, aprofundando a relação marca-consumidor, com conteúdos relevantes (de inspiração) para o potencial cliente. Esta ferramenta já é colocada em prática por algumas marcas, especialmente no mundo da moda (PrettyLittleThing, VergeGirl, UrbanOutfitters) e cosmética (TooFaced, Benefit Cosmetics). 


Outras vantagens associadas são os baixos custos da produção de conteúdo, uma maior relevância da marca nas redes sociais (mais pessoas vão produzir conteúdos na "esperança" de aparecem nas páginas oficiais), acompanhamento das trends por meio dos novos conteúdos e maior facilidade de ter conteúdo disponível para publicar, quer seja diariamente nas redes sociais, quer nos sites da loja online.

Fonte 1

Fonte 2

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Clubhouse finalmente no Android

Meses depois do lançamento da app para iOS, os utilizadores de Android agora também já podem usar o Clubhouse.

Para já, foi lançada uma versão beta nos Estados Unidos da América que, tal como no lançamento para iOS, apenas pode ser usada por quem recebeu um convite de um utilizador já existente. Está previsto que a aplicação seja lançada progressivamente em vários países.

O lançamento vem depois de os downloads da app para o iPhone terem caído para cerca de 922 000 downloads em todo o mundo em Abril, em comparação com os 2,7 milhões de descarregamentos em Março e 9,6 milhões em Fevereiro.


Já escrevemos aqui algumas vezes sobre esta famosa aplicação de conversas de áudio e respetivas funcionalidades e vantagens, nomeadamente ao nível de webmarketing. No entanto, se em fevereiro toda a gente falava do Clubehouse, atualmente, apenas três meses depois, parece que a app foi só uma moda passageira. Muitas pessoas que a usavam acabaram por se esquecer ou até já desinstalaram. Mesmo ao nível das marcas e influencers já não se ouve falar.

Como já debatemos aqui no blog, um dos motivos que pode ter levado à queda de interesse das pessoas pelo Clubhouse é o facto de só ter estado disponível para quem tinha iPhone. Para além disso, as apps concorrentes também se apressaram a responder, nomeadamente o Instagram com a possibilidade de realizar transmissões em direto de até quatro pessoas em conjunto.

Será cedo ainda para podermos afirmar que a popularidade do Clubhouse foi apenas uma moda? Será que a chegada da app ao Android vai conseguir salvar ou já não vem a tempo disso?

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Mais um concorrente para o Tik Tok

Depois de o Instagram lançar o Reels para tentar competir com o Tik Tok, chegou a vez do YouTube, através do Shorts.

Esta nova ferramenta está integrada dentro da aplicação do YouTube, apresentando um feed de vídeos de curta duração, semelhante ao que já conhecemos criado pelo TikTok, de forma a ficar viral dentro da plataforma. Para além disto, este novo formato acrescenta outras funcionalidades como poder adicionar texto a meio dos vídeos ou uma lista de novas músicas mais abrangente do que a dos rivais.

O YouTube Shorts começou a ser testado na Índia em Setembro de 2020 e, dois meses depois, o número de canais indianos a usar esta plataforma já tinha aumentado mais do triplo. O player do YouTube Shorts recebe mais de 3,5 mil milhões de visualizações diárias. Entretanto, em Março de 2021, o Shorts foi lançado nos Estados Unidos da América. 

Com o crescimento do Tik Tok e do Instagram Reels, era previsível que a Google, nomeadamente através do YouTube, fosse atrás da onda dos vídeos curtos, de forma a ter a mesma oferta e, assim, competir com estas aplicações. No entanto, a meu ver, pode acontecer o que tem acontecido sempre que uma app copia uma ferramenta. Isto é, a partir do momento em que existe em todas, os utilizadores acabam por optar apenas por uma, deixando as outras para trás, como por exemplo as “stories” no Facebook, Linkedin ou Twitter.

Por outro lado, tal como acontece no Instagram, atualmente o algoritmo do YouTube privilegia quem utiliza o Shorts. Desta forma, usar esta ferramenta é uma oportunidade para que os canais pequenos consigam crescer muito, visto que podem obter um grande alcance orgânico.

O que acham sobre isto? As marcas já deviam estar a experimentar esta nova ferramenta? O YouTube Shorts vai conseguir tirar o Tik Tok do trono ou vai tornar-se despiciendo por ser só mais um?

Fonte 1 | Fonte 2

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Tryvertising na área automóvel

Numa época tão competitiva, em que os holofotes estão virados para a criatividade e para o consumidor, são inúmeras as quantidades de estratégias que as marcas podem adotar.

Estamos perante uma geração de consumidores mais exigentes e informados, que procuram reviews e feedbacks antes de adquirirem qualquer produto ou serviço. A opinião de amigos e familiares não é suficiente para que o consumidor se sinta seguro com a tomada de decisão. O auxílio de internautas acaba por ser crucial. Como é que as marcas conseguem estabelecer uma estratégia que auxilie na tomada de decisão sem se tornarem invasivas? Exatamente: através do tryvertising!

Um facto indiscutível é que existe muito conteúdo de tryvertising espalhados pelo Instagram e YouTube - lugares mais propícios para este tipo de estratégia, em que as marcas contactam com terceiros para experimentarem os seus produtos e exporem a sua opinião. Poderia ser clichê e abordar produtos de beleza, mas o que trago hoje é algo diferente! A aquisição de um automóvel leva ao comportamento de compra complexo, visto que há um elevado envolvimento entre o potencial cliente e o produto, um elevado valor monetário e a intenção de que o produto seja duradouro. Então, a sua análise acaba por ser mais minuciosa. Concluo que, nesta temática, a informação é de extrema importância.

Em 2019 deparei-me com este tipo de conteúdo. Desde esse momento, a quantidade deste tipo de conteúdo tem vindo a crescer, ou então, passei a prestar mais atenção a ele!

O primeiro conteúdo assistido foi o da Inês Rochinha. Em 2017 adquiriu o Renault Twingo Night and Day. Sendo utilizadora da marca, a Renault Portugal propôs uma parceria com a influencer, com o objetivo de experimentar, durante um período, o Renault Twingo Le Coq Sportif 2019 e expor a sua opinião acerca do mesmo através de conteúdos gerados pela própria. Durante um mês, entre IGTV, publicações e instastories, foi deixando conteúdos aleatórios acerca do Twingo Le Coq Sportif - até surgiram suposições que tinha adquirido um novo veículo. Em agosto de 2019, publicou no YouTube um vídeo da tour pelo automóvel, assim como a sua opinião, estabelecendo a comparação entre o Night and Day 2017 e o Le Coq Sportif 2019.
 

Após a contextualização e a análise do conteúdo, consigo compreender que a Renault Portugal adotou uma boa estratégia, uma vez que utilizou uma consumidora da marca, com visibilidade, para fazer uma comparação fidedigna de diferentes modelos, da mesma gama. Na minha opinião, a credibilidade da informação aumenta quando conseguimos estabelecer uma comparação. O conceito foi bem pensado e estruturado pela Renault. Acredito que o objetivo da mensagem foi bem passada, já que alcançou 59 852 visualizações no YouTube.

A Renault não ficou por aqui, sabiam? Em setembro do mesmo ano, o concessionário da Renault Aveiro (Entreposto A. Fontes) fez uma parceria com Vanessa Alfaro, Instagrammer, para demonstrar a sua experiência com o Zoe Elétrico. Passado três meses, Grupo Litocar realizou uma parceria com Joana Gentil, Instagrammer e YouTuber, para testar exatamente o mesmo automóvel.

Desde esse momento, comecei a perceber que diversas marcas de automóvel/stands estavam a optar por uma estratégia de tryvertising. Para além da Renault, Honda e Peugeot optaram por seguir a mesma estratégia. A famosa Rita Pereira publicou no seu Instagram a experiência de conduzir um carro cujos espelhos retrovisores exteriores se encontravam, na verdade, dentro do automóvel (parceria com Honda). Por sua vez, Catarina Gouveia, conhecida pela ligação com a natureza e sustentabilidade, experimentou o modelo e-2008 da marca Peugeot, um modelo elétrico e amigo do ambiente.

Possivelmente haverá mais marcas e mais UCG que apostam neste formato para publicitar novos modelos automóveis e auxiliarem os consumidores na escolha do produto ideal. Se alguém estiver num processo de mudança de automóvel, espero ter ajudado! 😀

Serei a única que só se apercebeu deste tipo de conteúdo "recentemente" (2019)? Queres partilhar alguma marca que utilize o tryvertising neste ramo? O que acham deste tipo de estratégia de marcas de automóveis menos invasiva do que a publicidade televisiva?


Vídeos da Inês Rochinha acerca dos modelos Twingo: Night and Day e Le Coq Sportif
Vídeo da Joana Gentil acerca do Zoe Elétrico

quarta-feira, 24 de março de 2021

É assim que o bicho mexe

Ontem estava a ver ao direto de Instagram do Bruno Nogueira e, durante aproximadamente meia hora, assisti ao tão esperado unboxing da D. Luísa. Mas para contextualizar, vamos voltar um pouco atrás.

Todos nós conhecemos o fenómeno do “Como é que o bicho mexe. Se, por um lado, já estamos, há um ano, a par dos bons números de visualizadores, dos novos seguidores dos protagonistas e até das campanhas de solidariedade, por outro, há uma perspetiva mais recente a ser analisada: as marcas favoritas da D. Maria Luísa, mãe do humorista.

Há umas semanas, durante o direto, o Bruno e a mãe estavam a fazer a lista de compras em conjunto. A D. Maria Luísa, a certa altura, refere que as suas bolachas favoritas eram as “Maria” e o Bruno sugere que o Lidl ou outra marca faça o patrocínio e cumpra o desejo da mãe – ter bolachas Maria até morrer.

O Lidl não demorou a responder e fez uma publicação alusiva à situação: “Estamos a pensar mudar o nome das nossas bolachas em homenagem à nossa fã nº 1!”.

Claro que depois disto, a D. Luísa recebeu bolachas "Maria" de muitas marcas. No entanto, os presentes não ficaram por aqui. Desde então, esta nova “influencer” tem recebido vários produtos como uma máquina de café, peças de joalharia e cremes de beleza. E eu e mais de 50 mil pessoas cá estamos, à espera de ver o unboxing em direto.

Antes de mais, é importante destacar o timing do Lidl, que conseguiu rapidamente aproveitar o momento e a oportunidade. Para além disto, também mostrou que o anúncio de há uns tempos era verdade - "ninguém nos vende como os nossos clientes".

Em relação às restantes marcas e produtos, sem dúvida que têm no direto um grande palco: cada conta de Instagram mencionada no programa, seja de um convidado, instituição ou marca, recebe logo um grande aumento de seguidores. Ainda por cima, ficam a pertencer à narrativa que a plateia online quer ver. No entanto, sendo tantas referências ao mesmo tempo e semelhantes é possível que o propósito fique um pouco confuso e esquecido.

Gostaram da resposta rápida e oportuna do Lidl? O que acham em relação ao unboxing durante o direto do "Como é que o bicho mexe?"? É uma boa montra para as marcas?

Publicação do Lidl

sexta-feira, 19 de março de 2021

Instagram para crianças

Se pensarmos na realidade atual, apercebemo-nos que as crianças e os adolescentes de hoje não sabem como seria o seu dia a dia sem a internet.

Seria irrealista afirmar que esta não traz benefícios para os indivíduos, uma vez que é por causa dela que temos acesso a todo o tipo de informação, o comércio sofreu uma grande transformação, a comunicação tornou-se mais fácil…

No entanto, a internet também facilitou o desenvolvimento das redes sociais como, por exemplo, o Instagram, Facebook, Twitter, que, apesar de todas as vantagens que oferecem aos seus utilizadores, podem deixá-los expostos a perigos.

Embora estas plataformas sejam destinadas a adultos, há milhares de crianças e jovens inscritos, o que as deixa ainda mais expostas aos perigos, dada a sua inocência e ingenuidade, que não as deixa perceber a existência de pessoas mal intencionadas. Aquando da criação do perfil, é negado o acesso a menores de 13 anos. Contudo, as plataformas têm plena consciência que nem todos os seus utilizadores são maiores, pois nada os impede de mentir no momento do registo.

Sendo assim, o Instagram quer lançar uma versão da plataforma indicada para crianças entre os 6 e os 12 anos com o intuito de poderem utilizar o Instagram com segurança. Esta plataforma permitirá que as crianças comuniquem com os seus amigos e partilhem interesses. No entanto, é gerida e controlada pelos pais.

Citação de Vishal Shah (vice-presidente do Instagram):
"Cada vez mais as crianças perguntam aos pais se podem aderir a plataformas que os ajudem a manter o contacto com os seus amigos. No momento, não há muitas opções para os pais, então estamos a trabalhar na construção de novos produtos que sejam adequados para crianças e geridos pelos pais"

Para além disso, o reforço da segurança passa pela proibição do envio de mensagens por adultos a pessoas que não sigam e sejam menores de idade, bem como o envio de um aviso de segurança aos menores quando um adulto envia uma grande quantidade de pedidos de amizade ou mensagens. Também é incentivado a colocação do perfil em privado, no momento do registo. Todas estas novas características tornam mais difícil para os adultos encontrar e seguir menores quando usam a função de busca no Instagram.


As questões que se colocam são: até que ponto é que as crianças vão estar seguras às ameaças e perigos das redes sociais? Será que as crianças entre os 6 e os 12 anos não deveriam ocupar os seus tempos livros com outras atividades?

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segunda-feira, 1 de março de 2021

"Fake Famous": o despertar para a realidade

Há uns anos, o jornalista americano Nelson Bilton, perito em redes sociais, garantiu a um dos seus editores, que era capaz de criar um influencer em 10 minutos. Assim surgiu o “Fake Famous”, o novo documentário da HBO, que mostra a vida falsa de um influencer.

Bilton começou por publicar um anúncio em Los Angeles com uma simples pergunta: “Would You Like To Be Famous?”. Após 4000 inscrições, e vários testes, o jornalista escolheu três jovens com poucos seguidores no Instagram: Dominique Druckman, que trabalha numa loja de roupa, e sonha ser atriz, Wiley, um assistente numa imobiliária, e Chris, um recém-chegado a Los Angeles. Todos eles acreditam que ser influencer poderá melhorar as suas vidas, mas será que esta experiência vai ter os resultados esperados?

Após umas mudanças de visual, os três protagonistas iniciam a sua viagem até à fama. Mansões, estúdios e jatos privados falsos são alugados, no sentido de fazer os seguidores acreditar que levam vidas de celebridade. No entanto, uma boa foto, não garante “likes”, nem seguidores, pelo que é preciso ir mais longe: Bilton compra “bots” online (algoritmos criados por hackers e programadores, que fingem ser pessoas reais na Internet).

Depois de alguns meses, os três jovens começam a atrair a atenção das pessoas, assim como de empresas, que acreditam que eles são verdadeiramente famosos, ou seja, ao fingirem que são influencers, acabam por sê-lo!

No entanto, nem tudo foi agradável e divertido nesta experiência. Após algum tempo, não só os três candidatos começam a sentir a pressão e o cansaço de levar uma vida falsa, como também o jornalista Nelson Bilton deu por si a sentir-se influenciado, já que passava horas a percorrer o feed de outros influencers, para entender como é que poderia replicar as melhores imagens.

Após assistir ao documentário, não pude deixar de refletir sobre este tema tão real e atual. Fiquei surpreendida com os truques que são usados para alcançar mais seguidores, “likes” e comentários nas redes sociais. De facto, muitas pessoas fazem de tudo para serem conhecidas e admiradas. Fingem que estão em locais onde, na verdade, não estão. Também o fazem para ganhar patrocínios, produtos e experiências. Desta forma, fingem viagens grátis, para ganhar viagens grátis. Mas será isto tudo real? Que consequências poderá ter na saúde mental, tanto dos criadores, como do público?

Penso que este documentário nos desperta para a realidade. Nem tudo o que as pessoas publicam na Internet é genuíno, por isso, usemos as redes sociais com moderação, não nos deixemos influenciar, e sejamos verdadeiros uns com os outros!

Por fim, deixo aqui o trailer, e aconselho vivamente a assistir ao documentário!


quarta-feira, 13 de maio de 2020

O engagement dos influenciadores portugueses

A Brinfer, uma plataforma que analisa dados relativamente ao Instagram, lançou estes dias a lista dos influenciadores portugueses com mais engagement a nível nacional (dados analisados desde o dia 14 de janeiro de 2020 até ao dia 12 de fevereiro de 2020).

Para ter engagement, não basta ter muitos seguidores, é necessário haver interações entre esses seguidores e o dono da página, ou seja, para serem consideradas contas com elevado engagement é preciso haver um considerável número de gostos e de comentários. Atualmente, o Instagram é uma das redes socais mais utilizadas pelos famosos para interagirem com o seu público, para mostrarem o seu dia-a-dia, divulgarem o seu trabalho e as coisas de que mais gostam.

Ao longo desta lista podemos encontrar apresentadores/as, jogadores de futebol, atrizes/atores, youtubers, comediantes, bloguers, entre outros, sendo que os primeiros lugares são ocupados por pessoas como: Cristiano Ronaldo, Cristina Ferreira, Sara Sampaio e Rita Pereira.


Olhando para os números apresentados neste relatório, percebemos que não é à toa que cada vez mais as marcas recorrem a estes influencers de forma a publicitar os seus produtos e alcançar novos públicos. Podemos ver o caso da parceria entre o CR7 e a Nike, a Rita Pereira e a Prozis, a Cristina Ferreira e a L'Oréal, entre outros.


Podem consultar a referida lista aqui.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Redes sociais: tudo uma questão de perspetiva


Resultado de imagem para influencer natalia taylor

Apesar dos influencers não serem um fenómeno novo, cada vez mais influenciam as decisões e os comportamentos dos seus seguidores. Desta forma, muitas marcas optam pelos influencers para patrocinar os seus produtos e/ou serviços, em vez de recorrerem aos métodos publicitários tradicionais. Porém, nem tudo o que é publicado por estes corresponde à realidade. A fim de alcançarem um certo estatuto e obterem produtos gratuitos, acabam por falsificar detalhes da sua vida aos seguidores.

A influencer Natalia Taylor, com mais de 330 mil seguidores no Instagram, quis mostrar aos seus seguidores que, no mundo digital, nem tudo é o que parece. A influencer publicou fotos da sua viagem a Bali, na Indonésia, onde parecia estar num hotel de luxo. No entanto, estas fotografias foram, na verdade, tiradas no IKEA e, posteriormente, editadas. Apesar de Natalia deixar algumas dicas aos seus seguidores (etiquetas dos preços nas fotografias), não foram suficientes para estes desconfiarem. Pelo contrário, estes fizeram comentários bastante positivos ("our Bali princess"; "queen"; "you look gorgeous").

No vídeo abaixo, a influencer revelou aos seus seguidores que todas as fotografias foram tiradas numa das lojas do IKEA e, alertou-os para o facto que muitos influencers fingem ser alguém que não são e, por isso, não devemos acreditar em tudo o que eles publicam.


Fontes:
https://www.instagram.com/natalia__taylor/?hl=pt https://www.youtube.com/channel/UCU43ycQOMjUUNVEzyNJoPsw https://sicnoticias.pt/mundo/2020-02-24-Youtuber-finge-estar-de-ferias-em-Bali-com-imagens-tiradas-no-IKEA