Em 2018, o Instagram, que é uma das redes sociais mais usadas, lançou uma nova feature para os seus utilizadores: o IGTV. Para além de estar disponível na aplicação Instagram, também é possível (pelo menos para já) utilizar a aplicação separada do Instagram. No entanto, a forma de acessar ao IGTV é através da conta do Instagram, sendo que seguindo uma nova página Instagram, automaticamente começam a seguir o seu IGTV.
Com esta nova característica é possível aos utilizadores do Instagram partilhar vídeos com duração superior aos stories de 15 segundos, podendo ser possível fazer o upload de vídeos até uma hora (para as contas verificadas). Para além da duração, a principal diferença face ao YouTube é que os vídeos terão que ser publicados e visualizados na vertical. No entanto, apesar destas duas diferenças, aproxima-se ao YouTube e às suas funcionalidades, considerado em muitos casos mais prático e rápido pela associação às respetivas contas do Instagram.
Será por isso o IGTV uma ameaça ao YouTube, nomeadamente no que respeita ao conteúdo criado pelos (micro) influencers visto que o Instagram é já a sua plataforma de promoção desses conteúdos? Será que o facto destes conteúdos poderem já estar todos concentrados num local (Instagram+IGTV), levará à diminuição da importância do YouTube, no que respeita aos que produzem conetúdos?
Segundo o que se tem verificado desde que o IGTV ficou disponível, é que os influencers passaram a usar as duas plataformas, no entanto não de forma igual: “YouTube, for me, is the primary platform. So that’s the most polished content, the final, finished version of everything ... I feel like a lot of the behind-the-scenes [content from] the video production that I do [for] YouTube can end up on other platforms, like Twitter or Instagram.”. Ou seja, os utilizadores continuam a considerar o YouTube como a forma mais profissional e credível de partilhar os seus conteúdos, sendo o IGTV quase como um clickbait para o que o seu canal de YouTube oferece: "YouTube, as it stands, is simply too big to fail without warning"
Estas considerações são feitas no sentido do que é possível hoje, porque como constata Marques Brownlee, um dos criadores de conteúdo do YouTube, ainda existe muito caminho a desnvolver para que seja possível à IGTV tornar-se uma plataforma semelhante ao YouTube. Para este influencer, se evoluções foram feitas junto da IGTV, as opções podem mudar, no entanto ainda existe muita dificuldade em aceitar a IGTV como a primeira casa do conteúdo.
Qual a tua opinião quanto ao IGTV? Achas que será possivel derrubar o gigante YouTube?
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